terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Cidade dos Deuses" (Evanice Maria Pereira)


Este é um dos raros romances espíritas que realmente enfoca os conceitos presentes na Doutrina. Questões essenciais são esclarecidas nesta obra, sem falar na trama, ambientada na Índia em um período histórico anterior à vinda de Cristo. Amei este livro. Envolvente, emocionante, divertido e eletrizante. Vale a leitura!


Esta obra navega na contramão de boa parte da literatura espírita contemporânea, a começar pela escolha da época e do cenário. Ela se passa na Índia, antes da vinda de Jesus, quando cada reino adorava sua própria divindade. Naripura não é exceção à regra; aí a deusa Nari governa o coração e as almas dos súditos do soberano Viasa.

A estas terras, porém, as esferas espirituais enviaram um ser atípico, com um dom especial e uma missão árdua e sublime a cumprir. Chandra, desde a infância, não se comporta como um príncipe terreno, e sim como uma criança singela, terna, destemida e visionária. Sempre que pode ele foge para o bosque e se une aos pequenos da aldeia, sem nunca agir como se fosse superior a eles.

Antes mesmo de completar seis anos o garoto já profetizava; em sua inocência e pureza não se continha e contrariava as orientações do Amigo, entidade espiritual de intensa luz que sempre o acompanhava e protegia. Falante e repleto de energia, ele sempre expressava publicamente as revelações de seu mentor, assim como ocorreu com o nascimento de seu irmão, Nanda, quando ninguém mais acreditava que Mádri geraria outro filho.

“O Amigo” (...) era um vulto luminoso que, após brisa agradável e perfumada, surgia muito ligeiramente por entre as árvores do bosque, nos ambientes do palácio, nos jardins, onde quer que fosse. O Amigo falava-lhe sobre acontecimentos. (...) Suas palavras soavam como o suave bater das asas de uma borboleta. (...) Suas aparições eram espontâneas. (...)

Olhou ao redor. Será que o Amigo ainda estava presente?  (...)

- Errei, não foi? Não devia ter falado sobre os parentes de Ramai. Falei demais, como a rainha sempre diz. (...) Sou mesmo descuidado! Você me disse que não devo dizer tudo que ouço.

Também previu que a criança não seria santa, como afirmava Nura, o sumo sacerdote de Nari, e que ele próprio não herdaria o trono do pai. Suas profecias contrariam incessantemente o líder do templo, que cada vez mais perde sua reputação junto ao rei. Enquanto o representante da deusa insiste em reprimir os que não se submetem a ela, como o ancião Asita e os ascetas orientados por Sanjaia e sua irmã Kasturbai, Chandra segue o caminho inverso e se torna protetor dos devotos do Misericordioso.

Viasa, um governante sensato e justo, nada vê de errado nas concepções dos seguidores de Sanjaia, mas imposições políticas e sacerdotais o obrigam a mantê-los no calabouço, até que uma inesperada enfermidade o atinge e Chandra convence a mãe da necessidade de libertar os cativos para que o pai encontre a cura. A rainha segue seus conselhos, mas nesse ínterim o príncipe também adoece gravemente, e no auge do desespero o soberano renuncia a Nari e encontra abrigo no Criador, a quem seu filho já se referia quando era mais novo.

Mesmo com Chandra restabelecido, os pais ainda hesitam e entregam a criança nas mãos do sacerdote; arrependidos e alertados por um ser espiritual, resgatam o filho e dão início a um rompimento que futuramente trará graves conseqüências para a família e o reino.

- Se a deusa do meu povo não me ouve e nem mesmo os deuses de outra nação, ouve-me, então, um que não conheço um que não é conhecido por imagem de pedra. Ouça-me Aquele que meu próprio primogênito me falou um dia: o Maior de Todos os Seres. Se é que você existe e governa acima de todos os monumentos e estátuas, cure meu filho, eu suplico. (...) desdenhe a própria morte, que tombará vencida pelo seu poder insuperável. (...)

Da janela de seu aposento, Nura viu a comitiva real parar diante do templo. (...) No salão (...) Viasa foi logo tomando a palavra:

- Senhor, viemos para desfazer um erro. Chandra jamais deveria ter vindo para cá. Viemos buscá-lo.

Nura foi incapaz de ocultar o desapontamento. (...) Sentia-se desacreditado perante os demais. Os reis não lhe confiavam a guarda do herdeiro.

Quinze anos se passam e agora o protagonista é um jovem marcado pelo período de reclusão no templo, dividido entre as crenças da meninice e a devoção a Nari. Inquieto, ele está sempre à procura de algo que não sabe definir; nunca mais o Amigo se manifestou, mas o reencontro com Sanjaia e o contato com Asita podem definir seus caminhos.

Nesta ocasião dois eventos dão uma nova guinada à história. Ele decide se casar com sua amiga de infância, Kadine, mas ela pertence a uma casta inferior, e sua insistência em tê-la como esposa pode atrair a fúria dos sacerdotes, especialmente de Nura, que se revela capaz da maior traição a sua cidade e ao soberano em troca do poder espiritual absoluto.

Por outro lado, Chandra salva sem querer a vida de seu primo, Duriodana, filho do rei de Pandya, Sugriva, um dos maiores inimigos de Viasa e do povo de Naripura. Este ato desprendido não impede que nuvens escuras pairem sobre a cidade dos deuses, e visões de guerra e sangue invadam a mente do herdeiro de Viasa e logo se transformam em prenúncios de tempos sombrios.

A autora compõe com maestria uma narrativa delicada, sensível, comovente, repleta de lições profundas e inesquecíveis. Ao mesmo tempo ela cria uma trama eletrizante, capaz de prender a atenção do leitor da primeira página até o final surpreendente e tocante. Além disso, Evanice reconstitui um período da história da Índia que reflete quase fielmente a sociedade indiana contemporânea, ainda ancorada na ancestral divisão em castas.

Evanice Maria Pereira é graduada em Comunicação e Marketing. Em 1990 a escritora deu início a sua trajetória espírita no Instituto Espírita Obreiros do Bem. Atualmente ela coopera com os trabalhadores do Grupo de Estudos Espíritas Maria de Nazaré, localizado no Jardim Piratininga, em Osasco. A médium é palestrante, milita na esfera da assistência espiritual e na elaboração do periódico deste Centro Kardecista e integra o coral do Instituto Obreiros do Bem.


Editora Butterfly, 2011
Autor: Evanice Maria Pereira
Origem: Nacional
Edição: 1
330 Páginas
Preço: R$ 32,90
Capa: Brochura
Formato: Médio

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"Editora Pensamento no Estande da Bienal"


A Bienal está chegando. A abertura é no dia 9 de agosto; os eventos se sucedem até o dia 19 deste mesmo mês. E a Editora Pensamento não deixa a desejar. Visitem seu estande na Rua H 90.



No dia 11 de agosto (sábado), das 16 h até as 18h, a autora Carol Sabar estará autografando o livro Como Quase Namorei Robert Pattinson, que vai ser vendido com 30% de desconto. Os 50 primeiros que comprarem a obra durante este evento vão ganhar uma foto lembrança.

No outro sábado, dia 18, das 11 h às 13h, a Editora Pensamento apresenta um evento quente, que promete agradar blogueiros e leitores. O Encontro Jangada e Clube do Livro Virando a Página vai debater a questão: Os Blogueiros, os Leitores e os Livros. Quem participar vai ter direito a 50% de desconto em qualquer título do selo Jangada.



Nos dias 11 e 12 a Editora tem um presente para pais e filhos: 30% de desconto na Promoção Dia dos Pais em títulos especialmente selecionados para o Paizão. A partir das 18h.

Várias promoções culturais prometem agitar a temporada da Editora Pensamento na Bienal. Quem adquirir o livro Tempest vai levar de brinde um chaveiro e ainda irá concorrer a 10 super-relógios! E mais. Compre um volume da série Acampamento Shadow Falls e concorra a 5 mochilas descoladas!

Maiores informações na página da Editora no Facebook e nas demais Redes Sociais.




domingo, 29 de julho de 2012

Pelos Telhados do Mundo


No dia 26 a Fadinha Pituka completou duas semanas na esfera espiritual. Como a saudade apertou, decidi contar mais sobre ela nesta página. Como toda gata, ela adorava passear e rolar nos telhados da vida. Mas gostava ainda mais de ser resgatada, e por isso sempre fingia ter medo de voltar; assim atraía a atenção de todos e alguém sempre ia ao seu encontro para salvá-la dos seres que habitam a noite.


Minha abelhinha tinha um recanto preferido, bem atrás da caixa d’água do vizinho. Ela amava se esconder ali e ver todos desesperados a sua procura. Mas lá era justamente o lugar mais difícil de retornar, e impossível de se alcançar. Havia uma altura vertiginosa do telhado ao chão, e um mínimo espaço para o salto do gato, ou melhor, da gata.

Qual a saída senão improvisar uma caixa exatamente do seu tamanho e estendê-la sobre o abismo com a ajuda de um cabo longo e de muita perícia, não a minha, certamente, pois não tenho essa habilidade. Restava sempre convencer a Pitukinha a entrar nesta arca encantada e, então, içar e trazer de volta a gatinha sapeca. Uma vez tudo realmente se complicou e quase tive que chamar o bombeiro. Ela já queria ser famosa nesta época.

Como em toda história, sempre há um ou mais vilões. Em um de seus passeios diurnos pelo alto das casas da vizinhança, a Fadinha simplesmente desapareceu. Fiquei desesperada; procurei pelas ruas do bairro e... nada! Mobilizei toda a criançada, de repente todas queriam demais encontrar minha gatinha, mesmo sem conhecê-la. Quando anoiteceu, minhas esperanças começaram a esmorecer e meu estômago naufragou, assim como meu coração. Sem saber o que fazer, fui meditar sob o chuveiro, tanto quanto minhas lágrimas permitiram.

Mas, sem meu conhecimento, a garotada prosseguiu na busca. Afinal, criança tem energia de sobra! Quando saí do banho a campainha de casa tocou, e meu coração quase parou. Alguns garotos ali estavam, e traziam boas-novas. Eles tinham visto uma gatinha no estacionamento do Museu de Osasco, muito próximo de onde moro, e ela se parecia muito com a Pitukinha; minha descrição dela era realmente perfeita!

Fadinha Pituka e sua mãe Milly



Corri até o local com uma orquestra percussiva tocando em meu peito e sem nem sentir minhas pernas. Quando finalmente cheguei mal pude acreditar. Ela estava ali; apesar da escuridão, eu sabia que era minha gatinha. Como o lugar estava trancado, ninguém sabia o que fazer. A fadinha estava com muito medo e não parava de miar, mas não vinha ao encontro dos desconhecidos que se propuseram a pular o portão. Aos poucos, porém, eu a acalmei e foi possível resgatá-la.

Fui para casa ainda tremendo, mas feliz por levar a Pitukinha no colo. Nesta época ela usava uma coleira, e só depois me dei conta de que ela estava enroscada em sua pata. Concluímos que alguém a tinha empurrado do telhado; só assim ela poderia ter caído naquele recanto sombrio com a coleira envolta em sua patinha; suspeitamos de um vizinho que morava atrás da minha casa, e tinha fama de ser rabugento e não suportar animais. Deus foi muito generoso com a Pituka naquela ocasião, pois ela poderia até ter se enforcado. Minha primeira providência foi jogar fora este objeto inútil, embora ele até fosse charmoso, pois tinha inclusive uma sinetinha que sempre anunciava sua chegada.

Com o tempo a idade foi se aproximando, os problemas na coluna apareceram, e a Pituka foi reduzindo suas caminhadas pelos telhados do mundo. Quando o Ryan, meu cachorro, desembarcou em nosso quintal e fez morada na laje de casa, plataforma de onde a fadinha sempre partia para seus passeios, ela desistiu definitivamente de suas andanças nas alturas.

Com certeza a fadinha tinha saudades desses tempos mágicos, como nós de nossa infância e das brincadeiras, mas pelo menos ela não reprimiu a criança que morava em sua essência. Apenas assumiu outras folias e diversões. E assim foi até o fim; mesmo doente a Pitukinha ainda ensaiava, de vez em quando, uns trejeitos marotos, e adorava pousar o queixo em minha mão e fechar os olhinhos, ouvindo canções e sonhando com o paraíso reservado aos seres mágicos.

Aguardem mais histórias surpreendentes e vilões inacreditáveis. Saibam como a Pitukinha gastou realmente suas sete vidas!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"O Ouro de Mefisto" (Eric Franttini)

Meus leitores, estou de volta. Aproveito para divulgar o mais novo lançamento da Editora Jangada, O Ouro de Mefisto, um thriller que promete ser realmente eletrizante, e também uma aula de história. Aí vai a sinopse.



Em uma Europa devastada pela II Guerra Mundial e sob o pano de fundo da Alemanha nazista, o jovem e ambicioso seminarista August Lienart e a misteriosa guerrilheira Elisabetta Darazzo estão envolvidos em uma missão: impedir o futuro surgimento do Quarto Reich.

Um thriller histórico que traz algumas inquietantes incógnitas: que papel desempenhou o Vaticano na fuga dos criminosos de guerra? Hitler e Eva Braum se suicidaram mesmo no bunker?

Os banqueiros suíços realmente guardaram o ouro dos nazistas que estava no Banco do Reich, produto de suas ações criminosas? O que havia nas enigmáticas caixas enterradas sob as águas escuras e frias do lago Toplitz? Existiu realmente a temida Organização Odessa e sua determinação em criar o futuro Quarto Reich? Quem se escondia por trás do codinome “O Escolhido”?

Eric Frattini é conferencista, palestrante, professor, ensaísta e romancista. Foi analista político, correspondente no Oriente Médio e morou durante vários anos em Beirute (Líbano), Nicósia (Chipre) e Jerusalém (Israel).
Um thriller histórico, do mesmo nível do clássico O Dossiê Odessa, do aclamado Frederick Forsyth, O Ouro de Mefisto tem uma trama brilhante e cheia de reviravoltas, com tudo para se tornar um marco da literatura de suspense.

Eric frequentemente ministra palestras e cursos sobre segurança e terrorismo Islâmico para diversas forças policiais, de segurança e inteligência da Espanha, de Portugal, da Romênia, da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.

Já dirigiu vários documentários de investigação para a televisão espanhola, e colabora assiduamente para diferentes cadeias de rádio e televisão, analisando questões relacionadas com o crime organizado, a política do Vaticano ou o terrorismo islâmico – questões que já abordou em várias de suas obras.
Ele é autor de vinte livros, que foram publicados em mais de quarenta países.

Editora Jangada, 2012

Autor: Eric Frattini

Origem: Nacional

Edição: 1

432 Páginas

Preço: R$ 45,00

Capa: Brochura

Formato: Médio


terça-feira, 17 de julho de 2012

Fadinha Pituka


Peço desculpas aos meus leitores pela ausência prolongada neste blog. Mas tenho certeza que vocês vão entender. Minha gatinha Pituka, uma siamesa linda e encantadora, doce e cativante, esteve muito doente. Na quinta, dia 12, ela finalmente partiu, legando dor e sofrimento ao passado.

Agora ela está livre, saudável, rolando e ronronando em jardins floridos e mágicos de outras dimensões. A morte não existe para os que se amam de verdade. Ela foi para outra esfera, porém estaremos eternamente juntas, sem limites ou fronteiras. Até mais, fadinha. Você agora está voando sobre o jardim encantado, repleto de árvores e flores coloridas, colhendo o néctar da flor e levando pelos ares sementinhas de amor. Como a canção que eu sempre cantava para você. A gente se vê, princesa das abelhinhas.

Abaixo segue um pouco da trajetória da doce Pituka, por quem todos se apaixonavam. No IVI, o laboratório onde fez seus exames, ela cativou todos os que tiveram contato com ela. O garoto que coletou seu sangue se surpreendeu tanto com sua serenidade, brincou dizendo que ela ia dar palestras para outros gatinhos. A responsável pela tomografia ficou encantada com seu jeitinho meigo, pois geralmente os felinos são muito ariscos, como a própria mãe da Tukinha.

Em novembro do ano passado notei uma pequena mancha branca em seu nariz. Com o tempo ela foi crescendo e antes do final de 2011 sua médica detectou a presença de um possível tumor.
Era necessária uma intervenção cirúrgica, mas com a proximidade do Natal e Ano Novo, foi preciso aguardar. Quando, porém, ela fez os exames pré-operatórios, uma surpresa desagradável; a creatinina estava alta, o que indicava uma insuficiência renal considerável. Com este quadro, a médica alegava que uma cirurgia era arriscada demais.

Tinha início então uma trajetória árdua e dolorosa. A Pituka começou a tomar um medicamento para o rim e depois de mais ou menos 20 dias repetimos o exame. Infelizmente a taxa estava ainda mais alta. Depois de quase um mês ela finalmente atingiu o patamar ideal para a realização da intervenção.
A cirurgia foi um sucesso, mas os prognósticos não eram nada bons. A biópsia acusou um melanoma no nariz com raízes pelo sistema linfático. A Doutora Cátia alegava que tinha chances da Tukinha conviver alguns anos com o câncer, e que uma quimioterapia traria muitos prejuízos ao seu organismo, principalmente por causa do rim. Ela nos convenceu de que deveríamos pensar na sua qualidade de vida acima de tudo. A princípio concordamos, mas em menos de um mês o tumor voltou a crescer.

Desta vez foi tudo mais difícil, pois o tumor se desenvolveu com muita rapidez e vários tumorzinhos foram aparecendo pelo corpo. A Pituka enfrentava tudo com muita coragem e doçura, mas agora era preciso agir. Pesquisei por conta própria e descobri dois procedimentos muito avançados: a eletroquimioterapia e a imunoterapia. Pensando no primeiro tratamento, cheguei ao nome de um profissional muito respeitado nesta área, o Doutor Carlos Brunner.

Encontrei também uma clínica no Alto da Lapa, a Nato Veterinária, e por uma destas conspirações do universo, descobri que o Dr. Brunner atendia também aí como profissional autônomo. Era preciso, porém, passar primeiro por uma avaliação do cirurgião, o Dr. Renato Zonzini Bocabello. Ele pediu exames de sangue, tomografia e fez uma punção nos gânglios linfáticos sob o queixo da minha gatinha, um procedimento muito doloroso, talvez um dos momentos mais difíceis e em que precisei recorrer muito a minha fé.
A tomo acusou alguns pequenos nódulos no pulmão; com este início de metástase era impossível recorrer à eletroquimioterapia, portanto restava a imuno. Dr. Renato, assim como a Dra. Juliana, foi um anjo na vida da Pituka, pois através dele cheguei a uma médica da USP, Dra. Cristina Massoco, a única especialista brasileira neste campo. Mas antes era necessário recorrer a uma nova cirurgia, e minha gatinha já estava com o sistema imunológico comprometido, tanto pela doença quanto pela idade. Aos 13 anos o gato já é considerado idoso.

A Pituka teve várias infecções, lutou bravamente, com uma coragem e uma determinação que teria muito a ensinar a inúmeras pessoas. Este último mês foi o mais difícil da sua vida, e da minha. Passamos por momentos muito dolorosos, ela parou de comer ração, se alimentava só de comidinha para bebês, indicada pelo médico, emagreceu demais, o tumor pipocou por toda a pele, inclusive nos olhos e nas faces, e ela respirava cada vez com maior dificuldade. Teve um edema pulmonar, ele foi tratado, mas mesmo assim evoluiu para uma pneumonia. Na quinta-feira, 12 de julho, seu coração parou de bater; ela morreu natural e suavemente, seguindo os propósitos divinos.
Deus deu a ela, apesar de tudo, uma bela missão, e a Pituka a cumpriu com perseverança e valentia, e continuará a cumprir, mesmo após sua partida, pois decidimos doar seu corpo para pesquisas sobre imunidade e alta incidência de câncer nos animais – uma verdadeira epidemia. A Doutora Cristina, conduz estes estudos com muita seriedade e determinação; além disso, é uma pessoa doce e simples; tenho fé que ela, inspirada pela Mente Divina, poderá encontrar várias respostas e soluções para estas questões.

Tenho certeza que o Criador a escolheu para contribuir com a Medicina Veterinária na compreensão deste fenômeno, pois seu tumor, radicalmente devastador, é muito raro nos gatos. Afinal, tudo tem um sentido nos desígnios de Deus, e Ele permitiu que ela partisse tranquilamente, nas mãos de dois anjos talentosos e apaixonados pelos animais. Da próxima vez conto em detalhes como foi o dia de sua partida, e porque sou tão grata a Ele.
Ainda vou contar muito sobre a Pituka neste espaço, para que todos entendam porque ela era tão singular. Afinal, uma gata que curte música, literatura – às vezes eu lia para ela -, adora dançar, posar para fotografias e não perde uma única sessão do Evangelho no Lar – leituras semanais do Evangelho Segundo o Espiritismo -, só pode ser um bichinho muito especial.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Vivendo no Coração" (Drunvalo Melchizedek)


Vocês que acompanham os aguardados lançamentos da Editora Pensamento, aqui segue um release de uma obra que toca diretamente na alma humana. Em momentos difíceis é importante ter um trabalho como este na cabeceira, para se ler e reler. É essencial ter uma referência espiritual ao alcance das mãos e do coração. Aproveitem a oportunidade!


Nesta obra o cientista expõe técnicas que nos guiam na direção do Espaço Sagrado do Coração. Ele mergulha ainda mais fundo na capacidade de realização humana e no próprio desenvolvimento do ato criador.

O autor partilha sua vivência pessoal de quase quarenta anos e demonstra como é possível conquistar um estágio consciencial imaculado para que assim se possam realizar no dia-a-dia os ideais de seu coração, atingir uma existência sublime e rica e se elevar a esferas superiores. Tudo como decorrência natural de se viver no coração.

Drunvalo Melchizedek é cientista, físico, matemático, inventor e pesquisador. Ele ministra conferências e cursos em várias partes do Planeta. O autor coopera obstinadamente com planos de consciência e proteção do meio-ambiente. Seu maior objetivo existencial é ajudar o ser humano a percorrer sua jornada na Terra com alegria e a recordar seus desígnios no Planeta.

Ele vem atuando no sentido de coletar lições de Geometria Sagrada, da Flor da Vida – modelos de criação de tudo que há – e da Mer-ka-ba, tornando-as compreensíveis para todos.
Editora Pensamento, 2012
Autora: Drunvalo Melchizedek
Origem: Nacional
Edição: 1
160 Páginas
Preço: R$ 25,00
Capa: Brochura
Formato: Médio

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Tempest" (Julie Cross)

Está chegando a mais nova sensação literária da Editora Jangada. Este thriller vai com certeza eletrizar o leitor, especialmente os que gostam de literatura fantástica no estilo viagem no tempo. Não deixem de conferir a trama! Mais adiante prometo revelar maiores detalhes. Por enquanto, saboreiem este release!


Em 2009, o jovem Jackson Meyer descobre que pode viajar no tempo. Durante os seus "saltos" para o passado, nada muda no presente. Isso era apenas uma diversão inofensiva, até que sua namorada Holly morre durante uma invasão à sua casa. Em pânico, ele consegue voltar dois anos, mas descobre que ficou preso no tempo.
Desesperado para voltar e salvar Holly, Jackson resolve tocar sua vida em 2007 e tentar descobrir o que puder sobre suas habilidades. Não muito tempo depois, as pessoas que atiraram em Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de "Inimigos do Tempo", vêm a sua procura para recrutá-lo ou matá-lo.
Com todos esses acontecimentos e Jackson tentando encontrar pistas sobre as origens de sua família para descobrir mais sobre suas habilidades, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly... e possivelmente o mundo inteiro.

Julie Cross mora nos arredores de Chicago, onde trabalha na ACM da região. Este é o seu primeiro livro.

Editora Jangada, 2012
Autora: Julie Cross
Origem: Nacional
Edição: 1
368 Páginas
Preço: Ainda em pré-venda
Capa: Brochura
Formato: Médio



"Um Salto Quântico no Cérebro Global" (Ervin Laszlo)

Leitores, aqui vai um lançamento super interessante para quem deseja estar antenado com o mundo contemporâneo. O autor é um dos melhores no campo da relação entre espiritualidade e ciência, e esta obra combina perfeitamente com os novos tempos. Mais um presente da editora cultrix. Aproveitem!



Neste livro, Ervin Laszlo apresenta um novo “mapa da realidade” para nos guiar através das mudanças mundiais que estão ocorrendo – os problemas, as oportunidades e os desafios com que nos defrontamos individual e coletivamente – e para nos ajudar a entender como é necessário agir durante essa época de grande transição.

Na atualidade, está ocorrendo uma mudança na visão científica materialista da existência em direção a uma percepção de mundo multidimensional de múltiplas realidades interconectadas. Entendendo a interconectividade do nosso mundo em transição, podemos senti-la com uma perspicácia, sabedoria e confiança muito mais aguçadas e integrais rumo a uma intuição mais ampla do universo, da Terra, da vida e de nós mesmos.

Laszlo sintetiza pesquisas e ideias nos campos da sustentabilidade, desenvolvimento e economia, com interesses na ciência e espiritualidade. O livro aborda o passado, presente e futuro da humanidade de uma forma abrangente e criativa. O autor fornece uma boa base histórica para sua teoria de que uma forma industrializada de vida é insustentável, e apresenta estratégias e soluções no sentido de sustentar a nossa sobrevivência ao apocalipse iminente.
Ervin Laszlo, duas vezes indicado para o Prêmio Nobel da Paz, é o editor do periódico internacional World Futures: The Journal of General Evolution e chanceler nomeado para a recém-criada GlobalShift Universal. Ele é o fundador e presidente dos think tanks internacionais Clube de Budapeste e General Evolution Research Group e autor de 83 livros traduzidos para 21 idiomas, entre eles A Ciência e o Campo Akáshico, Cosmos e O Ponto do Caos. Ervin mora na Itália.

Editora Cultrix, 2012

Autor: Ervin Laszlo

Origem: Nacional

Edição: 1

208 Páginas

Preço: R$ 35,00

Capa: Brochura

Formato: Médio




terça-feira, 24 de abril de 2012

"O Evangelho de Marte" (José Angelo Potiens)

Pessoal, aqui está a resenha de um livro muito especial. Ele deve ser lido, relido, analisado, e o leitor deve refletir e meditar sobre seu conteúdo, principalmente nas passagens contidas no Evangelho de Marte, objeto central desta trama. Que a Luz (ou a Força, para os fãs de Guerra nas Estrelas) esteja contigo!



Raras vezes me deparei com um autor brasileiro que tenha mesclado tão bem ingredientes como fantasia, fatos históricos, religiosidade, maquinações secretas internacionais e boas pitadas de romance e erotismo. Tudo sem resvalar nos tradicionais clichês e nos exageros dramáticos. A leitura é leve, muitas vezes engraçada e caminha por trilhas eletrizantes, cativando e prendendo o leitor até a última página.

Além disso, o autor ainda consegue tecer uma crítica bem-humorada ao acirrado mercado editorial, às instituições religiosas e políticas e até mesmo ao materialismo científico, o qual se sustenta sobre seus próprios dogmas, embora critique esta mesma postura nas religiões cristãs.

Tudo tem início com uma mensagem secreta supostamente enviada por extraterrenos, gravada em um cilindro encontrado em uma propriedade rural do Texas no ano de 1840.  Quando o jipe do professor Kenneth Morgan tem um problema mecânico justamente nas proximidades desta fazenda, ele é socorrido por Gregory Homes, seu proprietário. Assim que o texano percebe que está diante de um especialista em linguística, decide lhe emprestar o objeto encontrado por seu ancestral para que os sinais nele impressos sejam decodificados.
Esse texano encontrara um cilindro metálico com gravações na superfície. Os caracteres estavam gravados numa língua desconhecida. Não pertenciam certamente ao nosso alfabeto. (...) Após muitas sessões que se prolongaram madrugadas adentro, os sinais, muito semelhantes aos ideogramas da escrita oriental, foram então traduzidos. Para estranheza de Morgan, o texto indicava ser de caráter religioso. (...) Sua procedência, ao que tudo indicava, era extraterrestre.

O professor pede ajuda a seu colega, Doutor Robert Lowell, mas ele também não consegue compreender o conteúdo da placa metálica. Kenneth então se vale de um decodificador avançado e finalmente traduz o teor do artefato, surpreendendo-se com a mensagem nele gravada. Ele tem em mãos uma revelação de natureza religiosa transmitida por habitantes de outra esfera cósmica.
Ansioso por revelar esta descoberta a toda a Humanidade, ele entra em contato com editoras de todo o Planeta, mas apenas duas empresas brasileiras e uma italiana entram no páreo. A principal delas é a Heavenbooks, de James Earl Jones. Apesar de o proprietário ser um ex-jornalista norte-americano, a empresa é de origem nacional.

Obcecado pela ideia de publicar a mensagem por ele intitulada O Evangelho de Marte, Jones envia seu principal editor, Giba, para Nova Iorque. Nesta cidade o funcionário deve verificar a autenticidade da tradução e fechar negócio com o Professor. Mas tudo se complica quando a maior adversária da Heavenbooks, a Bonjour, entra em cena na disputa. Kenneth, por sua vez, hesita em vender o manuscrito antes de comunicar sua decisão ao verdadeiro proprietário do cilindro, Gregory Homes.

 Enquanto isso, Giancarlo Batistelli, dono da editora italiana Arrivata, vive um dilema moral e ético. Católico convicto, ele fica dividido entre a tentativa de comprar os direitos da obra e suas obrigações religiosas. Assim, decide consultar o Cardeal Ettore Camilo, assessor do papa, o mexicano Lázaro Diaz.



Batistelli então decide ir para Nova Iorque e descobrir o segredo que envolve o manuscrito, pois só assim poderá se decidir ou não por sua publicação, depois de ouvir a opinião do Papa sobre o texto. Por outro lado, Lázaro passa a ser perseguido por estranhos sonhos que o conectam ao misterioso conteúdo do cilindro.

Uma eventual revelação vinda de seres inteligentes existindo fora dos quadrantes terrestres provocaria uma indesejável reflexão. Mesmo o crente mais fervoroso se perguntaria se Deus havia, afinal de contas, criado e povoado esferas de matéria girando em torno de outros sóis. Também a esses seres o Onipotente teria dotado de uma alma imortal como a nossa? (...)

Só podia acreditar que a Terra era um local privilegiado, pois fora aqui que nascera o Filho de Deus. As Sagradas Escrituras diziam com todas as letras que esse Filho era único, o Unigênito do Pai.  (...) O Cristianismo estaria diante da mais profunda crise da sua história. (...)

O Papa contara que vira, em seu sonho, seres de altura enorme, com mais de dois metros. (...) Seus cabelos eram de um loiro avermelhado e seus rostos, de acordo com a visão do papa, apresentavam três olhos, dois furos no lugar do nariz e, como boca, uma abertura horizontal sem lábios.

Como se não bastassem as peças já dispostas no tabuleiro deste jogo arriscado, o departamento de Ufologia da CIA, comandado por David Murray, sob a chefia de Alfred Perkins, também está de olho na placa metálica, pois acredita que sua mensagem pode comprometer a segurança dos Estados Unidos. Quando um inesperado assassinato é supostamente ligado a esta história, a trama ganha maiores dimensões e os jogadores nela envolvidos farão de tudo para descobrir a verdade por trás da mensagem enigmática.

A narrativa é ágil, dinâmica, e reveza os pontos de vista dos personagens bem caracterizados que povoam o enredo. A visão de Gilberto Taylor, mais conhecido como Giba, é o fio condutor da história, por esta razão o autor a apresenta na primeira pessoa. Os demais focos narrativos são expostos na terceira pessoa, ou seja, com certo distanciamento. Esta estratégia é proposital, pois o editor brasileiro é o personagem mais intimamente envolvido em todo o processo desencadeado pela tradução de Kenneth Morgan.
As passagens do suposto Evangelho de Marte são de uma delicadeza e sensibilidade única. O protagonista deste texto é o profeta Kerk, o qual supostamente teria sido enviado por Deus, ou o Todo, como é descrito na mensagem, para outros astros, como Aei, de onde se origina o cilindro. E aí teria disseminado os ensinamentos do Criador. Este Evangelho, mais abrangente e racional, ameaça a visão dogmática da Igreja de que Jesus é o único filho de Deus.

Quando não havia nenhuma partícula de matéria e o espaço era algo inexistente e o tempo ainda não despertara, só o Todo existia. O Todo era consciência e espírito ativos. Então o Todo resolveu semear consciência e espírito pelo vazio do espaço e do tempo. Assim nasceram as partículas de matéria avivadas pela semeadura do Todo. (...)

Um dia nasceu Kerk e ele nasceu com o reflexo do Todo em uma medida de grande tamanho. Por uma grande quantidade de gerações seus órgãos foram sendo programados para isso para que por eles se refletissem de forma mais forte a consciência e o espírito do Todo. (...)

O Todo é luz. A luz já era luz antes do espaço e o tempo despertarem. A luz vivia no Todo. 

- É puro João. Ele não fala que o Verbo já existia desde o começo dos tempos? E que o Verbo era Deus e que Deus é luz?

Questões pessoais, de mercado, de Estado, de moral e ética se chocam nesta disputa pelo monopólio da verdade. O leitor encontra aqui uma trama que desafia a sua compreensão e dificilmente se enquadra em um gênero literário definido. E mais, o autor constrói um texto dentro de outro texto, e a narrativa interna ainda se desdobra em outras versões da mensagem, conforme o decodificador e o método usado pelo tradutor.
A leitura é de tirar o fôlego; prepare-se para embarcar em uma jornada inusitada pelo universo espiritual, cósmico, histórico e religioso. E não deixe de saborear cada passagem do Evangelho de Marte, reproduzido no livro em estilo bíblico, dividido em capítulos e versículos.



Tudo o que existe vem do Todo e sem o Todo nada existiria. (...)

O caminho (já percorrido) nos ensina a ver melhor (um outro ser). (...)

Kerk fala: “Para encontrar a consciência e espírito que são reflexos do Todo não é preciso sair de casa.”

José Angelo Potiens nasceu na cidade de Botucatu, em São Paulo. Atuou como redator publicitário e roteirista, compondo vários trabalhos para HQs, empresas e programas televisivos. Profissional premiado nas esferas do marketing, da TV e do jornalismo, com sua monografia ‘Tabus do Meio Jornal’ como finalista do Prêmio de Mídia Estadão 2003, ele conquistou também vários prêmios como escritor.

Seu nome consta de um dicionário de escritores e em seu currículo constam obras como O Evangelho de Marte, Canalha no Fio da Navalha, Papo de Anjo e Os Dragões do Doutor Pereira.

 

All Print Editora, 2011


Autor: José Angelo Potiens

Origem: Nacional

Edição: 1

317 Páginas

Preço: R$ 30,00

Capa: Brochura

Formato: Médio



quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Desperta ao Amanhecer" (C. C. Hunter)

Galera, finalmente a sequência de Nascida à Meia-Noite desembarca no Brasil. Fãs da série, preparem o coração para mais uma trama eletrizante. Também estou louca para ler! Por enquanto segue abaixo a sinopse da obra.




Finalmente chega ao Brasil o segundo volume da saga Acampamento Shadow Falls, aqui publicado pela Editora Jangada. Ele dá continuidade ao best seller Nascida à Meia-Noite, uma mistura de amizade, autoconhecimento e romance, que já se tornou uma febre nos Estados Unidos e seduz um número cada vez maior de leitores apaixonados pelo gênero fantástico também no Brasil.
  O segundo livro da série, lançado pelo selo Jangada, do Grupo Editorial Pensamento, retrata os obstáculos encontrados pela jovem Kylie Galen para aceitar a si mesma e para se adaptar ao acampamento Shadow Falls. Em Desperta ao Amanhecer a protagonista vivencia o desafio de assumir o novo espaço como seu lar – um acampamento reservado para adolescentes vistos como “especiais”.

  Ela já está consciente de que seus poderes sobrenaturais e sua destreza incomum transcendem os dos outros jovens; ela passa a se questionar à procura do real sentido de seus dons e tenta entender até que ponto deve se beneficiar deles. Afinal, nem mesmo Holiday, gestora do acampamento e uma de suas melhores amigas, sabe como definir a natureza de seus talentos. Primeiro ela é considerada uma “meio-fada”, depois uma vampira e, logo em seguida, uma lobisomem.

Além de ter que aceitar sua estadia em um ambiente no qual é obrigada a conviver com lobisomens, mutantes, bruxas e fadas, em Desperta ao Amanhecer ela se depara com a aproximação de outro fantasma. Ele traz uma estranha e perturbadora mensagem, a de que antes do fim do verão uma pessoa por ela amada irá morrer. É hora de Kylie deixar seus poderes desabrocharem e conhecê-los melhor.

Um desafio pautado em escolhas, entre elas, o amor

As dúvidas e crises individuais têm que coexistir com as escolhas afetivas. Kylie precisa optar entre Lucas, o lobisomem que ela conhece desde a infância, e Derek, o sedutor meio-fada dotado de dons mágicos que a atrai cada vez mais e está decidido a conquistar seu coração.
 Repleta de dúvidas, a jovem resolve se render aos encantos de Derek, mas justamente neste momento ele se distancia dela, decepcionando-a e deixando-a completamente só. É então que Lucas, o lobisomem com quem ela compartilha as mesmas aflições passadas, volta ao acampamento. Kylie percebe que seu coração está realmente dividido e sem rumo. A adolescente está ciente da necessidade de optar entre os dois, a não ser que queira ficar sem nenhum deles.

Mas, no contexto em que se encontra, a jovem decide relegar as questões afetivas ao segundo plano. Um ser da esfera sombria do universo sobrenatural está oculto em Shadow Falls, e pode contribuir para que Kylie finalmente encontre sua identidade e seu destino.
 Ela tem consciência de estar sendo seguida e está determinada a enfrentar seu oponente. Em Desperta ao Amanhecer, apesar de ainda se sentir confusa e desnorteada, Kylie está mais amadurecida e questionadora do que nunca. A maneira lógica com que ela enfrenta seus dilemas revela uma jovem mais estável, destemida e, surpresa!, bem-humorada perante as aflições de sua existência.

Nos primeiros capítulos a autora já convida o leitor a percorrer com avidez cada página, pois logo no começo a narrativa permite que ele entreveja com antecedência as peripécias presentes no restante do livro. Mais um ponto em comum com Nascida à Meia-Noite, C. C. Hunter conclui a trama em um momento crucial; os fãs da saga terão que aguardar ansiosamente o próximo livro da série, Taken at Dusk, para provavelmente descobrir que destino está reservado à protagonista.
C.C. Hunter cresceu no Alabama, onde brincava de pegar vaga-lumes, correr descalça, e regularmente resgatava sapos de seus irmãos, pois achava que poderiam se transformar em príncipes. Hoje ela ainda é fascinada por vaga-lumes, a maioria das vezes usa sapatos, mas o seu foco agora é no resgate de mamíferos. Hoje ela vive no Texas com seus quatro gatos, um cachorro, e um “príncipe” de marido. Quando não está escrevendo, Hunter está lendo, passando o tempo com sua família, ou tirando fotos. C.C. Hunter é um pseudônimo. Seu verdadeiro nome é Christie Craig e ela também escreve romances humorísticos e de suspense para Grand Central.

Editora Jangada, 2012

Autor: C. C. Hunter
Origem: Nacional
Edição: 1
Volume: 2

320 Páginas
Preço: R$ 36,90
Capa: Brochura
Formato: Médio