segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Vivendo no Coração" (Drunvalo Melchizedek)


Vocês que acompanham os aguardados lançamentos da Editora Pensamento, aqui segue um release de uma obra que toca diretamente na alma humana. Em momentos difíceis é importante ter um trabalho como este na cabeceira, para se ler e reler. É essencial ter uma referência espiritual ao alcance das mãos e do coração. Aproveitem a oportunidade!


Nesta obra o cientista expõe técnicas que nos guiam na direção do Espaço Sagrado do Coração. Ele mergulha ainda mais fundo na capacidade de realização humana e no próprio desenvolvimento do ato criador.

O autor partilha sua vivência pessoal de quase quarenta anos e demonstra como é possível conquistar um estágio consciencial imaculado para que assim se possam realizar no dia-a-dia os ideais de seu coração, atingir uma existência sublime e rica e se elevar a esferas superiores. Tudo como decorrência natural de se viver no coração.

Drunvalo Melchizedek é cientista, físico, matemático, inventor e pesquisador. Ele ministra conferências e cursos em várias partes do Planeta. O autor coopera obstinadamente com planos de consciência e proteção do meio-ambiente. Seu maior objetivo existencial é ajudar o ser humano a percorrer sua jornada na Terra com alegria e a recordar seus desígnios no Planeta.

Ele vem atuando no sentido de coletar lições de Geometria Sagrada, da Flor da Vida – modelos de criação de tudo que há – e da Mer-ka-ba, tornando-as compreensíveis para todos.
Editora Pensamento, 2012
Autora: Drunvalo Melchizedek
Origem: Nacional
Edição: 1
160 Páginas
Preço: R$ 25,00
Capa: Brochura
Formato: Médio

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Tempest" (Julie Cross)

Está chegando a mais nova sensação literária da Editora Jangada. Este thriller vai com certeza eletrizar o leitor, especialmente os que gostam de literatura fantástica no estilo viagem no tempo. Não deixem de conferir a trama! Mais adiante prometo revelar maiores detalhes. Por enquanto, saboreiem este release!


Em 2009, o jovem Jackson Meyer descobre que pode viajar no tempo. Durante os seus "saltos" para o passado, nada muda no presente. Isso era apenas uma diversão inofensiva, até que sua namorada Holly morre durante uma invasão à sua casa. Em pânico, ele consegue voltar dois anos, mas descobre que ficou preso no tempo.
Desesperado para voltar e salvar Holly, Jackson resolve tocar sua vida em 2007 e tentar descobrir o que puder sobre suas habilidades. Não muito tempo depois, as pessoas que atiraram em Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de "Inimigos do Tempo", vêm a sua procura para recrutá-lo ou matá-lo.
Com todos esses acontecimentos e Jackson tentando encontrar pistas sobre as origens de sua família para descobrir mais sobre suas habilidades, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly... e possivelmente o mundo inteiro.

Julie Cross mora nos arredores de Chicago, onde trabalha na ACM da região. Este é o seu primeiro livro.

Editora Jangada, 2012
Autora: Julie Cross
Origem: Nacional
Edição: 1
368 Páginas
Preço: Ainda em pré-venda
Capa: Brochura
Formato: Médio



"Um Salto Quântico no Cérebro Global" (Ervin Laszlo)

Leitores, aqui vai um lançamento super interessante para quem deseja estar antenado com o mundo contemporâneo. O autor é um dos melhores no campo da relação entre espiritualidade e ciência, e esta obra combina perfeitamente com os novos tempos. Mais um presente da editora cultrix. Aproveitem!



Neste livro, Ervin Laszlo apresenta um novo “mapa da realidade” para nos guiar através das mudanças mundiais que estão ocorrendo – os problemas, as oportunidades e os desafios com que nos defrontamos individual e coletivamente – e para nos ajudar a entender como é necessário agir durante essa época de grande transição.

Na atualidade, está ocorrendo uma mudança na visão científica materialista da existência em direção a uma percepção de mundo multidimensional de múltiplas realidades interconectadas. Entendendo a interconectividade do nosso mundo em transição, podemos senti-la com uma perspicácia, sabedoria e confiança muito mais aguçadas e integrais rumo a uma intuição mais ampla do universo, da Terra, da vida e de nós mesmos.

Laszlo sintetiza pesquisas e ideias nos campos da sustentabilidade, desenvolvimento e economia, com interesses na ciência e espiritualidade. O livro aborda o passado, presente e futuro da humanidade de uma forma abrangente e criativa. O autor fornece uma boa base histórica para sua teoria de que uma forma industrializada de vida é insustentável, e apresenta estratégias e soluções no sentido de sustentar a nossa sobrevivência ao apocalipse iminente.
Ervin Laszlo, duas vezes indicado para o Prêmio Nobel da Paz, é o editor do periódico internacional World Futures: The Journal of General Evolution e chanceler nomeado para a recém-criada GlobalShift Universal. Ele é o fundador e presidente dos think tanks internacionais Clube de Budapeste e General Evolution Research Group e autor de 83 livros traduzidos para 21 idiomas, entre eles A Ciência e o Campo Akáshico, Cosmos e O Ponto do Caos. Ervin mora na Itália.

Editora Cultrix, 2012

Autor: Ervin Laszlo

Origem: Nacional

Edição: 1

208 Páginas

Preço: R$ 35,00

Capa: Brochura

Formato: Médio




terça-feira, 24 de abril de 2012

"O Evangelho de Marte" (José Angelo Potiens)

Pessoal, aqui está a resenha de um livro muito especial. Ele deve ser lido, relido, analisado, e o leitor deve refletir e meditar sobre seu conteúdo, principalmente nas passagens contidas no Evangelho de Marte, objeto central desta trama. Que a Luz (ou a Força, para os fãs de Guerra nas Estrelas) esteja contigo!



Raras vezes me deparei com um autor brasileiro que tenha mesclado tão bem ingredientes como fantasia, fatos históricos, religiosidade, maquinações secretas internacionais e boas pitadas de romance e erotismo. Tudo sem resvalar nos tradicionais clichês e nos exageros dramáticos. A leitura é leve, muitas vezes engraçada e caminha por trilhas eletrizantes, cativando e prendendo o leitor até a última página.

Além disso, o autor ainda consegue tecer uma crítica bem-humorada ao acirrado mercado editorial, às instituições religiosas e políticas e até mesmo ao materialismo científico, o qual se sustenta sobre seus próprios dogmas, embora critique esta mesma postura nas religiões cristãs.

Tudo tem início com uma mensagem secreta supostamente enviada por extraterrenos, gravada em um cilindro encontrado em uma propriedade rural do Texas no ano de 1840.  Quando o jipe do professor Kenneth Morgan tem um problema mecânico justamente nas proximidades desta fazenda, ele é socorrido por Gregory Homes, seu proprietário. Assim que o texano percebe que está diante de um especialista em linguística, decide lhe emprestar o objeto encontrado por seu ancestral para que os sinais nele impressos sejam decodificados.
Esse texano encontrara um cilindro metálico com gravações na superfície. Os caracteres estavam gravados numa língua desconhecida. Não pertenciam certamente ao nosso alfabeto. (...) Após muitas sessões que se prolongaram madrugadas adentro, os sinais, muito semelhantes aos ideogramas da escrita oriental, foram então traduzidos. Para estranheza de Morgan, o texto indicava ser de caráter religioso. (...) Sua procedência, ao que tudo indicava, era extraterrestre.

O professor pede ajuda a seu colega, Doutor Robert Lowell, mas ele também não consegue compreender o conteúdo da placa metálica. Kenneth então se vale de um decodificador avançado e finalmente traduz o teor do artefato, surpreendendo-se com a mensagem nele gravada. Ele tem em mãos uma revelação de natureza religiosa transmitida por habitantes de outra esfera cósmica.
Ansioso por revelar esta descoberta a toda a Humanidade, ele entra em contato com editoras de todo o Planeta, mas apenas duas empresas brasileiras e uma italiana entram no páreo. A principal delas é a Heavenbooks, de James Earl Jones. Apesar de o proprietário ser um ex-jornalista norte-americano, a empresa é de origem nacional.

Obcecado pela ideia de publicar a mensagem por ele intitulada O Evangelho de Marte, Jones envia seu principal editor, Giba, para Nova Iorque. Nesta cidade o funcionário deve verificar a autenticidade da tradução e fechar negócio com o Professor. Mas tudo se complica quando a maior adversária da Heavenbooks, a Bonjour, entra em cena na disputa. Kenneth, por sua vez, hesita em vender o manuscrito antes de comunicar sua decisão ao verdadeiro proprietário do cilindro, Gregory Homes.

 Enquanto isso, Giancarlo Batistelli, dono da editora italiana Arrivata, vive um dilema moral e ético. Católico convicto, ele fica dividido entre a tentativa de comprar os direitos da obra e suas obrigações religiosas. Assim, decide consultar o Cardeal Ettore Camilo, assessor do papa, o mexicano Lázaro Diaz.



Batistelli então decide ir para Nova Iorque e descobrir o segredo que envolve o manuscrito, pois só assim poderá se decidir ou não por sua publicação, depois de ouvir a opinião do Papa sobre o texto. Por outro lado, Lázaro passa a ser perseguido por estranhos sonhos que o conectam ao misterioso conteúdo do cilindro.

Uma eventual revelação vinda de seres inteligentes existindo fora dos quadrantes terrestres provocaria uma indesejável reflexão. Mesmo o crente mais fervoroso se perguntaria se Deus havia, afinal de contas, criado e povoado esferas de matéria girando em torno de outros sóis. Também a esses seres o Onipotente teria dotado de uma alma imortal como a nossa? (...)

Só podia acreditar que a Terra era um local privilegiado, pois fora aqui que nascera o Filho de Deus. As Sagradas Escrituras diziam com todas as letras que esse Filho era único, o Unigênito do Pai.  (...) O Cristianismo estaria diante da mais profunda crise da sua história. (...)

O Papa contara que vira, em seu sonho, seres de altura enorme, com mais de dois metros. (...) Seus cabelos eram de um loiro avermelhado e seus rostos, de acordo com a visão do papa, apresentavam três olhos, dois furos no lugar do nariz e, como boca, uma abertura horizontal sem lábios.

Como se não bastassem as peças já dispostas no tabuleiro deste jogo arriscado, o departamento de Ufologia da CIA, comandado por David Murray, sob a chefia de Alfred Perkins, também está de olho na placa metálica, pois acredita que sua mensagem pode comprometer a segurança dos Estados Unidos. Quando um inesperado assassinato é supostamente ligado a esta história, a trama ganha maiores dimensões e os jogadores nela envolvidos farão de tudo para descobrir a verdade por trás da mensagem enigmática.

A narrativa é ágil, dinâmica, e reveza os pontos de vista dos personagens bem caracterizados que povoam o enredo. A visão de Gilberto Taylor, mais conhecido como Giba, é o fio condutor da história, por esta razão o autor a apresenta na primeira pessoa. Os demais focos narrativos são expostos na terceira pessoa, ou seja, com certo distanciamento. Esta estratégia é proposital, pois o editor brasileiro é o personagem mais intimamente envolvido em todo o processo desencadeado pela tradução de Kenneth Morgan.
As passagens do suposto Evangelho de Marte são de uma delicadeza e sensibilidade única. O protagonista deste texto é o profeta Kerk, o qual supostamente teria sido enviado por Deus, ou o Todo, como é descrito na mensagem, para outros astros, como Aei, de onde se origina o cilindro. E aí teria disseminado os ensinamentos do Criador. Este Evangelho, mais abrangente e racional, ameaça a visão dogmática da Igreja de que Jesus é o único filho de Deus.

Quando não havia nenhuma partícula de matéria e o espaço era algo inexistente e o tempo ainda não despertara, só o Todo existia. O Todo era consciência e espírito ativos. Então o Todo resolveu semear consciência e espírito pelo vazio do espaço e do tempo. Assim nasceram as partículas de matéria avivadas pela semeadura do Todo. (...)

Um dia nasceu Kerk e ele nasceu com o reflexo do Todo em uma medida de grande tamanho. Por uma grande quantidade de gerações seus órgãos foram sendo programados para isso para que por eles se refletissem de forma mais forte a consciência e o espírito do Todo. (...)

O Todo é luz. A luz já era luz antes do espaço e o tempo despertarem. A luz vivia no Todo. 

- É puro João. Ele não fala que o Verbo já existia desde o começo dos tempos? E que o Verbo era Deus e que Deus é luz?

Questões pessoais, de mercado, de Estado, de moral e ética se chocam nesta disputa pelo monopólio da verdade. O leitor encontra aqui uma trama que desafia a sua compreensão e dificilmente se enquadra em um gênero literário definido. E mais, o autor constrói um texto dentro de outro texto, e a narrativa interna ainda se desdobra em outras versões da mensagem, conforme o decodificador e o método usado pelo tradutor.
A leitura é de tirar o fôlego; prepare-se para embarcar em uma jornada inusitada pelo universo espiritual, cósmico, histórico e religioso. E não deixe de saborear cada passagem do Evangelho de Marte, reproduzido no livro em estilo bíblico, dividido em capítulos e versículos.



Tudo o que existe vem do Todo e sem o Todo nada existiria. (...)

O caminho (já percorrido) nos ensina a ver melhor (um outro ser). (...)

Kerk fala: “Para encontrar a consciência e espírito que são reflexos do Todo não é preciso sair de casa.”

José Angelo Potiens nasceu na cidade de Botucatu, em São Paulo. Atuou como redator publicitário e roteirista, compondo vários trabalhos para HQs, empresas e programas televisivos. Profissional premiado nas esferas do marketing, da TV e do jornalismo, com sua monografia ‘Tabus do Meio Jornal’ como finalista do Prêmio de Mídia Estadão 2003, ele conquistou também vários prêmios como escritor.

Seu nome consta de um dicionário de escritores e em seu currículo constam obras como O Evangelho de Marte, Canalha no Fio da Navalha, Papo de Anjo e Os Dragões do Doutor Pereira.

 

All Print Editora, 2011


Autor: José Angelo Potiens

Origem: Nacional

Edição: 1

317 Páginas

Preço: R$ 30,00

Capa: Brochura

Formato: Médio



quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Desperta ao Amanhecer" (C. C. Hunter)

Galera, finalmente a sequência de Nascida à Meia-Noite desembarca no Brasil. Fãs da série, preparem o coração para mais uma trama eletrizante. Também estou louca para ler! Por enquanto segue abaixo a sinopse da obra.




Finalmente chega ao Brasil o segundo volume da saga Acampamento Shadow Falls, aqui publicado pela Editora Jangada. Ele dá continuidade ao best seller Nascida à Meia-Noite, uma mistura de amizade, autoconhecimento e romance, que já se tornou uma febre nos Estados Unidos e seduz um número cada vez maior de leitores apaixonados pelo gênero fantástico também no Brasil.
  O segundo livro da série, lançado pelo selo Jangada, do Grupo Editorial Pensamento, retrata os obstáculos encontrados pela jovem Kylie Galen para aceitar a si mesma e para se adaptar ao acampamento Shadow Falls. Em Desperta ao Amanhecer a protagonista vivencia o desafio de assumir o novo espaço como seu lar – um acampamento reservado para adolescentes vistos como “especiais”.

  Ela já está consciente de que seus poderes sobrenaturais e sua destreza incomum transcendem os dos outros jovens; ela passa a se questionar à procura do real sentido de seus dons e tenta entender até que ponto deve se beneficiar deles. Afinal, nem mesmo Holiday, gestora do acampamento e uma de suas melhores amigas, sabe como definir a natureza de seus talentos. Primeiro ela é considerada uma “meio-fada”, depois uma vampira e, logo em seguida, uma lobisomem.

Além de ter que aceitar sua estadia em um ambiente no qual é obrigada a conviver com lobisomens, mutantes, bruxas e fadas, em Desperta ao Amanhecer ela se depara com a aproximação de outro fantasma. Ele traz uma estranha e perturbadora mensagem, a de que antes do fim do verão uma pessoa por ela amada irá morrer. É hora de Kylie deixar seus poderes desabrocharem e conhecê-los melhor.

Um desafio pautado em escolhas, entre elas, o amor

As dúvidas e crises individuais têm que coexistir com as escolhas afetivas. Kylie precisa optar entre Lucas, o lobisomem que ela conhece desde a infância, e Derek, o sedutor meio-fada dotado de dons mágicos que a atrai cada vez mais e está decidido a conquistar seu coração.
 Repleta de dúvidas, a jovem resolve se render aos encantos de Derek, mas justamente neste momento ele se distancia dela, decepcionando-a e deixando-a completamente só. É então que Lucas, o lobisomem com quem ela compartilha as mesmas aflições passadas, volta ao acampamento. Kylie percebe que seu coração está realmente dividido e sem rumo. A adolescente está ciente da necessidade de optar entre os dois, a não ser que queira ficar sem nenhum deles.

Mas, no contexto em que se encontra, a jovem decide relegar as questões afetivas ao segundo plano. Um ser da esfera sombria do universo sobrenatural está oculto em Shadow Falls, e pode contribuir para que Kylie finalmente encontre sua identidade e seu destino.
 Ela tem consciência de estar sendo seguida e está determinada a enfrentar seu oponente. Em Desperta ao Amanhecer, apesar de ainda se sentir confusa e desnorteada, Kylie está mais amadurecida e questionadora do que nunca. A maneira lógica com que ela enfrenta seus dilemas revela uma jovem mais estável, destemida e, surpresa!, bem-humorada perante as aflições de sua existência.

Nos primeiros capítulos a autora já convida o leitor a percorrer com avidez cada página, pois logo no começo a narrativa permite que ele entreveja com antecedência as peripécias presentes no restante do livro. Mais um ponto em comum com Nascida à Meia-Noite, C. C. Hunter conclui a trama em um momento crucial; os fãs da saga terão que aguardar ansiosamente o próximo livro da série, Taken at Dusk, para provavelmente descobrir que destino está reservado à protagonista.
C.C. Hunter cresceu no Alabama, onde brincava de pegar vaga-lumes, correr descalça, e regularmente resgatava sapos de seus irmãos, pois achava que poderiam se transformar em príncipes. Hoje ela ainda é fascinada por vaga-lumes, a maioria das vezes usa sapatos, mas o seu foco agora é no resgate de mamíferos. Hoje ela vive no Texas com seus quatro gatos, um cachorro, e um “príncipe” de marido. Quando não está escrevendo, Hunter está lendo, passando o tempo com sua família, ou tirando fotos. C.C. Hunter é um pseudônimo. Seu verdadeiro nome é Christie Craig e ela também escreve romances humorísticos e de suspense para Grand Central.

Editora Jangada, 2012

Autor: C. C. Hunter
Origem: Nacional
Edição: 1
Volume: 2

320 Páginas
Preço: R$ 36,90
Capa: Brochura
Formato: Médio























sexta-feira, 23 de março de 2012

"J. Edgar Hoover - Uma Biografia em HQ" (Rick Geary)

Pessoal, aí vai mais um lançamento da Editora Seoman. Desta vez sai do forno, quentinha, uma versão em HQ da biografia de J. Edgar Hoover, que acaba de passar também pelos cinemas brasileiros. Ótima dica, não é mesmo?




Após o desembarque nas telas dos cinemas, a vida de J. Edgar Hoover chega ao universo das HQs. A Editora Seoman publica agora a biografia deste personagem, a qual já inspirou a película protagonizada por Leonardo DiCaprio e dirigida por Clint Eastwood.

Depois da estréia nos cinemas, o leitor brasileiro vai poder se deleitar também com a versão em quadrinhos da controvertida trajetória do diretor do FBI. A criação fica por conta de Rick Geary, premiado cartunista e ilustrador. A diferença com relação ao filme é que a Editora Seoman não se limita a reproduzir apenas a biografia da célebre figura histórica, mas também narra o que ocorreu de mais importante nos Estados Unidos e no Planeta ao longo de mais de 50 anos.
J. Edgar Hoover transformou-se, no decorrer de sua existência, no ser mais influente dos Estados Unidos, e suas estratégias simultaneamente inflexíveis e grandiosas atraíram a veneração de todos. O protagonista esteve a serviço da população norte-americana ao longo de 55 anos, atuando na luta contra o crime, na eliminação de militantes comunistas e na preservação de valores morais.

Sob os traços do cartunista Rick Geary a biografia de Hoover converte-se em uma ampla visão e em um roteiro histórico moderno sobre o século XX, especialmente quando descreve a eleição de oito presidentes dos Estados Unidos e tudo que então ocorreu.
A história em quadrinhos retrata esta corajosa liderança norte-americana, a qual desempenhou um papel essencial na preservação da segurança nacional; a obra chega às prateleiras das livrarias de todo o Brasil este mês. Esta versão, em oposição às narrativas tradicionais, sintetiza os textos do mesmo personagem do enredo original; assim atrai tantos os leitores de HQs quanto os da literatura clássica.

Rick Geary nasceu em Kansas City, Missouri, no ano de 1946, e cresceu em Wichita, Kansas. Kansas. Ele se graduou na Universidade de Kansas, em Lawrence, e aí seus primeiros cartoons foram impressos no Diário Universidade do Kansas. Seu processo de criação nas HQs teve início em 1977, quando suas histórias apareceram em Heavy Metal, Dark Horse Comics e DC Comics/Paradox Press Big Books.
Suas ilustrações foram publicadas constantemente, ao longo de quatro anos, no veículo TheNew York Times Book Review. New York Times Book Review. Em seu currículo constam também publicações em MAD, Spy, Rolling Stone, The Los Angeles Times, The Old Farmer's Almanac, and Spy, Rolling Stone, The Los Angeles Times, The Old Farmer’s Almanac e American Libraries. O autor angariou os prêmios Inkpot Award from the San Diego Comic Convention (1980) e o Book and Magazine Illustration Award from the National Cartoonists Society (1994).


Editora Seoman, 2011

Autor: Rick Geary

Origem: Nacional

Edição: 1

112 Páginas

Preço: R$ 19,90

Capa: Brochura

Formato: Médio

http://www.editoraseoman.com.br/

He and his wife Deborah can be found every year at their table at San Di




terça-feira, 6 de março de 2012

"Nascida à Meia-Noite" (C. C. Hunter)

Quanto tempo, não é mesmo?! Andei realmente muito ocupada, mas não consigo ficar muito tempo longe do Prosa Encantada e de seus leitores. Aqui vai o cumprimento de uma promessa. Demorou um pouco, mas aí vai a resenha do livro Nascida à Meia-Noite, da Editora Jangada . Uma aventura inesquecível.


Nesta ficção de estilo sobrenatural a autora se vale deste universo fantástico para explorar os problemas típicos da adolescência, como a crise de identidade, a busca de caminhos, a sexualidade, as crises afetivas e familiares, o bullying, a intolerância humana, a dificuldade de se encaixar em um grupo social, entre outras experiências vividas especialmente nesta fase da existência.

Kylie, uma garota de dezesseis anos, está passando por um verdadeiro inferno astral. Seus pais estão se separando, o primeiro namorado, Trey, trocou-a por outra mais disposta a perder a virgindade, a avó acabou de morrer, sua melhor amiga está se distanciando e, para complicar ainda mais este cenário sombrio, passou a ser perseguida por um soldado por ela batizado como Dude, alguém que só ela é capaz de ver.

Quando comenta com a mãe sobre este militar que parece ter saído diretamente das trincheiras da Guerra do Golfo, a protagonista é imediatamente encaminhada para uma terapia com a Doutora Day. Revoltada com a partida do pai e a reação fria da mulher que a gerou, mas com a qual não tem qualquer empatia, Kylie vai a uma festa regada a bebidas e drogas com sua amiga Sara.

Kylie correu até ele.
- Vou pedir pra vovó falar com a mamãe. Ela vai conseguir... (...)
Não podia mais pedir que a avó resolvesse seus problemas. A avó estava morta. A imagem dela deitada, fria, no caixão dominou a mente de Kylie e outro soluço brotou em sua garganta.
O olhar do pai demonstrava agora preocupação. O mesmo olhar que levara Kylie para o consultório da terapeuta três semanas antes.
- Estou bem. Só esqueci. - Porque a lembrança machucava muito.
Embora ela nem mesmo experimente qualquer bebida alcoólica, é presa junto com outros participantes da balada. É então que sua mãe, seguindo o conselho da terapeuta, decide enviá-la a um acampamento de verão para jovens considerados problemáticos. Shadow Falls, no Texas, revela-se uma surpresa na vida de Kylie; sua primeira reação é a rejeição, o preconceito e a intolerância.
 
 
Ela mal pode acreditar no que vê: uma garota com cabelo tricolor e no colo um sapo ora visível, ora invisível; outra pálida e gelada que se oculta atrás de óculos escuros; um garoto com olhos de cores mutantes; outro repleto de piercings; e um jovem muito parecido com seu ex-namorado, Derek, embora seus olhos tenham pequenas estrias douradas em torno das pupilas.

No mesmo dia de sua chegada, Kylie descobre que os jovens supostamente perturbados são, na verdade, seres sobrenaturais, e, pior ainda, ela também é considerada especial, provavelmente não humana, mas tudo que Holiday, a líder do acampamento, sabe sobre ela, é que tem o dom de ver espíritos.

- Vocês sabem por que mudaram o nome do acampamento para acampamento Shadow Falls? - perguntou a Garota do Sapo. (...)

- Por causa da lenda indígena de que, no crepúsculo, se você ficar de pé debaixo da cachoeira, pode ver as sombras dos anjos da morte dançando.

Anjos da morte dançando? Que havia de errado com aquela gente?

(...) Então, sua curiosidade, sua necessidade de saber evaporou-se na atmosfera quase irrespirável. Só agora entendia o sentido da frase "A ignorância é uma bênção". Queria continuar ignorante. Não queria ver, não queria acreditar.

Ironicamente esta habilidade, que implica em não poder ter a mente decifrada pelos outros membros do acampamento, a leva a experimentar o mesmo veneno que, inicialmente, destilou contra seus companheiros. Ela é incompreendida, temida e discriminada pelos hóspedes de Shadow Falls, por vampiros, lobisomens, bruxas, fadas e metamorfos.

Mesmo entre os diferentes a protagonista encontra dificuldades de se inserir, pois ainda não sabe quem ou o que é, nem mesmo se é humana ou sobrenatural. Seu pesadelo parece não ter fim, mas as garotas que considerava aberrações logo se tornam suas melhores amigas e companheiras de alojamento: a bruxa Miranda e a vampira Della.
- Todos os sobrenaturais conseguem ler a mente das outras pessoas. Lendo humanos, notamos um padrão genérico. Lendo outros sobrenaturais, geralmente conseguimos saber o que são. (...)
- Acontece que quem tem o dom de conversar com fantasmas é muitas vezes lento para ler outras pessoas e difícil de ser lido. Não queremos parecer rudes, mas nossas mentes não funcionam no mesmo plano que o dos demais. (...)
Bem-vinda ao mundo das panelinhas. (...) Sara e Kylie pertenciam: a panelinha dos sem panelinha. (...)
Eles não eram odiados nem maltratados, apenas invisíveis. (...) lembrou-se de um ditado que a avó sempre citava: "Cada qual com seu igual".
Ali as panelinhas não se pareciam em nada com as do colégio.

Derek
Além do mais, Kylie logo conquista o coração de dois garotos do acampamento. Derek, meio fae – algo equivalente ao masculino de fada –, mexe com suas emoções, mas ela teme que ele esteja apenas usando seus dons para levá-la a acreditar que o ama; já Lucas, o lobisomem, desperta nela uma intensa paixão e traz de volta um passado secreto compartilhado por ambos.

Dividida entre dois jovens completamente diferentes e dois universos distintos, o dos humanos e o dos sobrenaturais, a garota mergulha em uma jornada de autoconhecimento dolorosa, porém necessária. Sua busca envolve antigos segredos familiares e a difícil aceitação de si mesma.
Durante dezesseis anos, havia tentado descobrir quem era. E, embora soubesse que ainda tinha um longo caminho pela frente, sentia confiança nas próprias descobertas. Agora, porém, percebia que não só estava errada sobre quem era como nem sequer sabia o que poderia ser.

Resumindo, uma crise de identidade.
Enquanto isso, ela é envolvida em uma luta ancestral entre espécies variadas de entes sobre-humanos.  No contexto desta guerra provisoriamente contida pela convivência em Shadow Falls, emerge um confronto entre gangues que não aceitam a coexistência com a Humanidade e os defensores deste contato harmonioso, o que põe em risco a sobrevivência do acampamento.

Este thriller eletrizante e saboroso, impossível de se deixar de lado até a última linha, é uma destas leituras inesquecíveis que não saem de nossa mente. É fácil nos identificarmos com esta narrativa ao mesmo tempo engraçada e emocionante, pois seus personagens vivenciam nossas próprias experiências e aventuras, o inevitável ritual de passagem para a maturidade, conhecido como adolescência.

Bem no fundo, você sempre soube que era diferente. As palavras de Holiday pairavam sobre sua cabeça. E, pela primeira vez, admitiu para si mesma que Holiday estava certa. Kylie sempre achou que era diferente. Uma estranha no ninho. No entanto, não era... diferente. Bem, talvez fosse.
O surpreendente final da história nos deixa um gosto de quero mais, principalmente quando lemos um pequeno trecho do próximo volume da saga Os Sobrenaturais, intitulado Desperta ao Amanhecer. C. C. Hunter é certamente uma das melhores autoras contemporâneas deste gênero literário.

Confesso que vou sentir muita falta desta história bem estruturada, criativa e inteligente, bem como de seus personagens, que lembram muito os que povoam a trama da série House of Night, de P C e Kristin Cast. Estou ansiosa para ler a sequência, que promete emoções ainda mais intensas.




C. C. Hunter, nome artístico de Christie Craig, reside em Spring, no Texas. Além de compor os volumes desta saga genial, dirigida especialmente aos jovens adultos, ela produz igualmente novelas românticas e histórias engraçadas. A autora viveu muito tempo no Alabama, e esta etapa de sua existência inspira até hoje a criação de suas narrativas mágicas e encantadas.

Editora Jangada, 2011

Autor: C. C. Hunter

Origem: Nacional

Edição: 1

Volume: 1

315 Páginas

Preço: R$ 36,90

Capa: Brochura

Formato: Médio

http://www.editorajangada.com.br/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"Minha Semana com Marilyn" (Colin Clark)

Oi Galera, estou de volta com um lançamento da Editora Seoman. Mais um livro que rendeu um filme, o qual promete muito sucesso; afinal, conta com indicação de melhor atriz no Oscar e já faturou um Globo de Ouro nesta categoria. É incrível perceber que aqui se completa um círculo, pois a história teve início em um set de filmagem, virou livro e agora retornou ao cinema.



No princípio do verão de 1956 um jovem recém-egresso de Oxford, alimentando o sonho de ficar famoso no meio cinematográfico, conquistou uma posição invejável no set de filmagens de O Príncipe Encantado, protagonizado por ninguém menos que a maior estrela de Hollywood, Marilyn Monroe.
Ele era apenas o terceiro assistente do diretor, mas nesta época viveu uma semana mais radiante que a de qualquer outro astro do cinema. O rapaz foi indicado por Sir Laurence Olivier para esta função, já que o intérprete era conhecido de seus pais e o protagonista do filme ao lado de Marilyn.
A atriz, por sua vez, estava em plena lua de mel depois de se casar com seu marido mais recente, o dramaturgo Arthur Miller. Isto não a impediu, porém, assim que Miller deixou a Inglaterra, de dividir sua vida, suas revelações mais íntimas e até mesmo a cama com Colin Clark, que então tinha apenas 23 anos.
O romance nasce à medida que o rapaz apresenta à atriz os cantinhos mais charmosos de Londres e lhe revela o modo de vida dos ingleses. A moça retribui lhe desvendando sua falta de confiança em si mesma, os pontos frágeis de sua personalidade e a imensa aflição nos momentos em que era obrigada a enfrentar seu status de celebridade. É, nem tudo era magia e felicidade no universo de Marilyn.
Do ponto de vista do autor, a atriz não conseguiu desenvolver uma identidade peculiar, definida, algo que garante uma existência segura e saudável. Não tinha habilidade para enfrentar as exigências que era forçada a cumprir, os compromissos de sua carreira artística. Estes traços psicológicos delineiam uma narrativa fascinante, a qual surpreende o leitor com seu final imprevisto.
A narrativa verdadeira, terna e bem-humorada destes momentos inesquecíveis deu origem ao livro Minha Semana com Marilyn, publicada no Brasil pela editora Seoman. A princípio o autor publicou apenas um diário das filmagens, intitulado The Prince, the Showgirl and Me, 40 anos depois de seu caso com a atriz. Nesta obra ele omitia este período apaixonante.
Algum tempo depois Colin finalmente revelou ao mundo suas experiências pessoais com a intérprete. Agora esta obra foi adaptada para as telas dos cinemas, onde tudo começou, como 7 Dias com Marilyn. O filme, que chega ainda este mês ao Brasil, é protagonizado por Michelle Williams, divina como a glamorosa atriz de Hollywood, e vencedora do Globo de Ouro como melhor Atriz por esta interpretação.
Ela contracena com Kenneth Branagh, como Sir Laurence Olivier; Dougray Scott, como o marido da atriz; e Eddie Redmayne como Colin Clark. A direção ficou a cargo do cineasta Simon Curtis e o roteiro foi adaptado por Adrian Hodges, conhecido por sua saga Sobreviventes.
Fotos da estrela e uma carta dirigida a Peter Pitt-Millward, amigo de Colin, anexada no final do livro, enriquecem a obra. Ela reproduz um relato sincero, terno e bem-humorado de como a maior atriz do cinema procurou consolo nos braços de um jovem assessor do set de filmagens.
Colin Clark nasceu em 1932, na capital inglesa.  Seus estudos se realizaram no Eton College. Autor e cineasta inglês, ele se aperfeiçoou em produções sobre artes. O autor era ainda muito jovem em 1956, quando atuou como auxiliar de direção durante as filmagens de O Príncipe Encantado.
 Na época ele adquiriu o hábito de registrar em um diário pessoal a rotina do set. Atuou também nas peças The Entertainer, Titus Andronicus, entre outras, ao lado de Laurence Olivier. Colin morreu no dia 17 de dezembro de 2002, em Londres, aos 70 anos de idade.
Editora Seoman, 2012

Autor: Colin Clark

Origem: Nacional

Edição: 1

160 Páginas

Preço: R$ 24,90

Capa: Brochura

Formato: Médio


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"Queremos Miles"

Oi Galera! Domingo, 29 de janeiro, é a última oportunidade para ver a exposição Queremos Miles. É simplesmente uma experiência inesquecível e imperdível esta jornada pela vida e arte do maior músico do Planeta (em minha opinião e na de muitos!), mesmo para quem não conhece ou não é exatamente fã de Miles Davis.

A mostra inicia com a apresentação de sua infância em St. Louis, os primeiros passos do jovem Miles na trajetória musical, sua paixão pelo bebop, a posterior adoção do cool jazz, a passagem pelas várias vertentes do jazz, a queda desastrosa no mundo das drogas, a determinação no momento de deixar a heroína, a gravação do mítico Kind of Blue, em 1959, o lançamento do clássico Sketches of Spain, o nascimento do subversivo e alucinante álbum Bitches Brew, até desembocar na última apresentação no La Villette de Paris.
Não esperem uma exposição tradicional. O percurso é um tanto labiríntico e fascinante; é possível mergulhar em cada etapa de sua vida e criação em ordem cronológica; se ficar meio perdido, pular algumas etapas e voltar depois, sem problemas, pois esta opção nos dá a sensação de estabelecermos nosso próprio roteiro pela vida do ícone do jazz.
Os organizadores da mostra unem imagem, som e recursos multimídia para que possamos realmente imergir no universo de Miles. Em pequenas salas, ligadas ao bloco temático percorrido, a experiência sensorial é mais intensa e o contato com determinados momentos de sua vida é mais íntimo.
Assim, há uma sala reservada somente para o álbum Kind of Blue, outra para Bitches Brew, e assim por diante; em cada uma delas é possível sentar-se confortavelmente, fechar os olhos, ouvir as músicas relacionadas àquele estágio cronológico e viajar ao som de Miles.
Há um espaço fantástico no qual um trecho do filme Ascensor para o Cadafalso é exibido. Nele a expressiva atriz Jeanne Moreau perambula pelas ruas de Paris ao som da trilha conduzida por Miles Davis e criada em uma única noite a pedido de seu diretor, Louis Malle, então estreante nas telas dos cinemas.

Cada ambiente tem sua magia particular. É uma oportunidade única ver as capas de seus discos, os trompetes coloridos do músico, gravados com seu nome, fotos, especialmente as assinadas por Annie Leibovitz e Irving Penn, partituras, o órgão da fase mais elétrica, o piano – único instrumento exposto sem nenhuma proteção, suas teclas ao alcance das mãos, é muita tentação! -, documentos, obras de arte, especialmente as pinturas de Jean Michel Basquiat.
Após experimentar as mais variadas faces do jazz, de flertar com o rock e até mesmo com o funk, o artista se isola a partir de 1975 e cai em terrível depressão. Este estágio da exposição é realmente sombrio e assustador, um corredor estreito revestido de preto, representando a ausência de luz na vida e no apartamento do músico, onde janelas e cortinas estavam sempre cerradas.
Mas então chega 1991e finalmente os apelos do público, das gravadoras e de outros músicos dão resultado; ele retorna com o álbum The Man With the Horn e com a gravação We Want Miles, que dá título a esta exposição e traduz o desejo de todos na época.
Então o visitante da mostra sai das sombras e ingressa em um ambiente totalmente vibrante, colorido, atordoante. Na tela a transmissão de um show ao vivo desta época; por todos os lados é possível encontrar recursos multimídia, fones de ouvido nos quais é possível ouvir entrevistas, participações de Miles em peças publicitárias, como o anúncio de uma vodka japonesa, trechos de filmes e figurinos deslumbrantes.
Neste momento o músico assume-se enquanto ícone da cultura moderna e torna-se também um símbolo do universo fashion; passa pelas passarelas e veste figurinos de estilistas japoneses famosos e até de Versace, e eles estão expostos neste mesmo espaço, encantando nosso olhar. Aí também são exibidas as pinturas desenvolvidas pelo músico nesta última etapa. O álbum mais célebre desta etapa é Tutu, de 1986. Miles então se aproximou do universo mais pop, de artistas como Cindy Lauper e Michael Jackson.



A exposição foi organizada pelo museu Cité de la Musique, de Paris, quando a gravação de Kind of Blue completou cinqüenta anos e a de Sketches of Spain fez quarenta anos. A curadoria é de Vincent Bessiéres. Aproveitem o fim-de-semana e não deixem passar esta oportunidade. E, se puderem, comprem a obra de Bessiéres sobre Miles, à venda no SESC Pinheiros ou pelo site. Em breve vou postar aqui sobre este livro e o Kind of Blue, escrito pelo jornalista Richard Williams e publicado pela Casa da Palavra.

Onde: Sesc Pinheiros (R. Paes Leme, 195, Pinheiros)
Tel. (011) 3095-9400
Quando: até dia 29/1/2012, Terça a sexta, das 10h30 às 21h30, Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Quanto: Grátis
Informações: www.sescsp.org.br