quinta-feira, 25 de outubro de 2018
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Royal Destiny - Vera Carvalho Assumpção
A consagrada escritora de romances policiais, Vera Carvalho Assumpção, abre o Projeto Novos Autores. Conheçam a autora que vem revolucionando o gênero com seu famoso detetive Alyrio Cobra.
Em ROYAL DESTINY, o detetive Alyrio Cobra está se preparando para uma viagem quando recebe uma ligação: o pedido desesperado de um
médico em busca de solução para um caso. Marcelo deseja saber de uma vez por
todas o que aconteceu com sua esposa, Leilah, que entrou em depressão após
tentativa de socorro a um paciente, na periferia de São Paulo. Enquanto atendia
o idoso, Leilah viu um bebê engatinhando em sua direção, segurando algo em suas
mãos. Um osso humano! Imediatamente Leilah pede ajuda a um garoto e juntos
tentam descobrir o local onde o osso fora encontrado.
Fascinado por História, especialmente
a época da ditadura e dos presos políticos, George, vizinho de escritório de
Alyrio e auxiliar nas investigações, pede ao Detetive que o deixe continuar com
o caso. Detetive Alyrio Cobra tem poucos dias para averiguar o que de fato
ocorreu com a médica.
Antes de cruzar o oceano, ele terá que
obter o máximo de informação a respeito, e é quando eles descobrem que a tia de
Leilah, Otacília, guarda um diário secreto.
George assume a investigação. Detetive Alyrio Cobra parte para Veneza, onde vai embarcar num cruzeiro pelo Adriático. Na hora do embarque, avista uma das passageiras jogando um pacote no mar. Em seguida, esta passageira revela um segredo.
George assume a investigação. Detetive Alyrio Cobra parte para Veneza, onde vai embarcar num cruzeiro pelo Adriático. Na hora do embarque, avista uma das passageiras jogando um pacote no mar. Em seguida, esta passageira revela um segredo.
Entre acompanhar pelo Skype a
investigação que deixara no Brasil aos cuidados de George e as revelações de
Clarisse, Alyrio segue a viagem fazendo o que mais gosta. Investigar. Como Alyrio vai resolver os dois casos é o que vamos ver em Royal
Destiny, o fantástico navio que faz uma extravagante rota pelo mar Adriático.
Biografia
Vera Carvalho nasceu e viveu
toda sua vida na cidade de São Paulo. A história paulistana sempre esteve
presente em suas obras. Foi premiada em diversos concursos de contos, entre
eles o concurso Guimarães Rosa da RFI, e um dos seus contos foi publicado na
antologia Geração SubZero.
Criou o detetive Alyrio
Cobra, um paulistano que atua basicamente na cidade de São Paulo e protagoniza
os livros Paisagens Noturnas, Rigor Da
Forma, Peças Fragilizadas, Royal Destiny, Serpente Tatuada e Mandalas Translúcidas.
Em 2016, lançou pela
Dragonfly Editora a novela Desafios,
que foi posteriormente incorporada à antologia Criminal.
Neste mesmo ano esteve também
presente na BAN - Buenos Aires Negra -, falando sobre Cocaína, a rainha das drogas e as
investigações do detetive Alyrio Cobra.
Em 2017 foi finalista no
concurso “Vendendo Sua Ideia na FLIP”.
Em 2017 recebeu igualmente o
prêmio de reconhecimento da Globo Cine Brasil. “A Globo Cine Brasil reconhece o
trabalho da Sra. Vera Carvalho Assumpção, escritora que semeia livros a
mancheia. Criadora de um detetive genuinamente brasileiro.”
Em 2018 participou do PORTO
ALEGRE NOIR, coordenando a mesa “Detetives de ficção: ontem e hoje”.
A coleção Alyrio Cobra começa
a ser publicada pela Editora Estremoz. Paisagens
Noturnas será relançado no final de 2018. No momento, prepara mais uma
investigação de Alyrio Cobra.
Fanpage do Alyrio Cobra
Site:
Royal Destiny na Editora Astronauta:
terça-feira, 31 de julho de 2018
Corrente Literária do Bem
Nesses dias de crise e incertezas, nós, autores, devemos nos unir. Pensando nisso, decidi abrir as portas do Prosa Encantada para divulgar novos e antigos escritores. Quando iniciei minha jornada literária, a maior dificuldade foi encontrar espaço em meio a tantos lançamentos. Meus livros ficavam à deriva, meus personagens não chegavam aos leitores.
Ainda hoje, os protagonistas de Terras dos Encantados e de A Herdeira das Estrelas enfrentam muitos obstáculos para cumprirem sua missão. Por essa razão, proponho aos que percorrem essa mesma travessia, aos apaixonados pela escrita, que mergulhem nessa corrente. Enviem suas sinopses, as capas de seus livros, os links essenciais e uma pequena biografia.
As postagens serão semanais, sempre protagonizadas por um autor diferente. Assim, se enviarem material de mais de um livro, procurem indicar qual é prioridade, pois os demais terão que aguardar futura divulgação, para que todos os autores tenham a mesma oportunidade. Se vocês tiverem um blog e desejarem retribuir o marketing, serei muito grata. E meus personagens também.
Email para dúvidas e envio/ requisição de material: ninhalu5@gmail.com
quarta-feira, 2 de maio de 2018
A Era dos Heróis Humanizados
Nessa
chamada era pós-moderna, não cabem mais heróis ancestrais da Mitologia Greco-Romana,
nem os da fase antiga da DC Comics, como Batman e Superman, e da Marvel, como Quarteto
Fantástico e as primeiras versões do Homem-Aranha.
Com
o esvaziamento dos valores, o materialismo crescente e a grave crise moral que
assola o Planeta, houve uma profunda mudança de crenças. O Homem perdeu-se de
si mesmo, da sua própria identidade. Por outro lado, o ser humano é um
sobrevivente; diante de impasses, ele sempre busca uma saída.
Assim,
nessa travessia existencial, a humanidade inicia uma onda renovadora. Descobre,
nesse ínterim, que sua natureza se compõe de luz e sombra. Nesse contexto, é difícil
crer num super-herói infalível, sem qualquer vestígio de imperfeição. Esses
heróis praticamente imortais chegavam a beirar a desumanidade, pois todo humano
é imperfeito.
Hoje,
as editoras de quadrinhos mais poderosas, como a DC Comics e a Marvel, investem
em heróis cada vez mais humanizados e falíveis. Agora, é possível visualizar
uma alma no interior de seus corpos musculosos ou ocultos sob armaduras
tecnológicas potentes. Por exemplo, no filme Batman X Superman, é possível encontrar dois heróis profundamente humanos.
Batman projeta sua própria sombra em seu antagonista, e vice-versa. Aqui, os
dois justiceiros expõem suas faces controversas e sombrias.
Em
Capitão América: Guerra Civil, há um
enfrentamento dos personagens principais, Capitão América e O Homem de Ferro, desencadeando
uma grave ruptura da parceria entre ambos, bem como da própria equipe, Os
Vingadores. A partir desse momento, o governo e até parte da população passa a
considerar os famosos heróis como uma ameaça ao Planeta.
Vejo
no longa Vingadores: Guerra Infinita,
o auge dessa tendência humanizadora. Os Guardiães da Galáxia são praticamente
anti-heróis; Homem de Ferro e Capitão América continuam sem se falar; Bruce
Banner está em crise com seu alter ego, o Hulk; mais que nunca, todos os heróis
expõem sua vulnerabilidade. Suas feridas estão expostas.
O
próprio vilão, Tanos, tem seu lado humano, e sua ação destrutiva é
contextualizada. O público tem a oportunidade de senão aceitar, pelo menos
entender suas razões. O Titã, que já apareceu em Guardiões da Galáxia, revela neste longa suas próprias fraquezas. O
final, impactante, nos leva a refletir sobre o papel dos heróis no mundo
contemporâneo.
Além
disso, mesmo os aficionados mais materialistas, se é que alguém convictamente
materialista é fã de personagens fantásticos, passam a questionar: para onde
vão os heróis quando supostamente ‘morrem’ ou desaparecem? Como o Superman, antes de ressuscitar em A Liga da Justiça?
No
primeiro filme protagonizado pelo Homem Formiga, mencionou-se o Reino Quântico,
uma outra dimensão, onde só se ingressa utilizando energia, um transporte
místico ou por meio da Partícula Pym, através da qual o protagonista encolhe. O
Doutor Estranho, também presente no recente Vingadores, também já esteve neste
universo alternativo, pois tem o dom de viajar entre os vários mundos.
Essa
dimensão e a noção de Multiverso serão significativas em Vingadores 4. De repente, pode ser uma forma de explicar onde foram
parar os personagens que ‘desmaterializaram’ no final de Guerra Infinita. Aqui compartilho da mesma opinião de Vitória
Pratini, em seu artigo postado no site Adoro Cinema. Essas dimensões e universos
alternativos seriam uma espécie de “Mundo das Almas”. Não é incrível pensar que,
agora, os super-heróis são, na verdade, super-humanos, dotados de uma alma capaz
de viajar para outras dimensões?
Seguindo
essa esteira, nos meus livros Terras dos
Encantados: A Jornada do Círculo e A
Herdeira das Estrelas, suas protagonistas, Nina, Lorena e Lícia não são
heroínas infalíveis, robóticas. Pelo contrário. São “espíritos livres,
demasiadamente humanos”, como diz Nietzsche. Elas percorrem uma árdua jornada,
tentando salvar mundos à beira da destruição.
As
personagens vivenciam conflitos e dilemas internos, enfrentam seus próprios
demônios, mergulham em suas faces mais sombrias e também expõem suas
fragilidades. Mesmo assim, seguem adiante, combatendo as sombras presentes em
si mesmas e nas dimensões que percorrem, enquanto tentam curar as feridas da
alma.
Como
em Vingadores: Guerra Infinita, minhas
protagonistas defrontam-se igualmente com seus passados obscuros, enfrentando
fantasmas que teimam em voltar para assombrá-las. Nesse mundo caótico e confuso
em que vivemos, ante tramas com finais impactantes e suspensos, resta-nos reescrever
nossa própria história.
Referência:
Pratini,
Vitória. “O que vem por aí depois de Vingadores: Guerra Infinita? ” in http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-139637/
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Jornada Transformadora
Vivemos dias conturbados.
A noite dos tempos se abate sobre nosso Planeta. Guerras com armas químicas
despontam aqui e ali, ameaças nucleares partem de déspotas insanos, políticos
corruptos e empresários inescrupulosos aliam-se na busca de lucros e benefícios
desmedidos, milícias armam-se e travam combates ferrenhos contra defensores da
vida. Refugiados enfrentam a morte, tentando sobreviver e conquistar uma vida
digna. A Ciência cria robôs mais humanos que o próprio Homem, enquanto a
sociedade se robotiza cada vez mais.
Mas as trevas são apenas
a ausência da luz. Portanto, enquanto houver criaturas dispostas a percorrer a
jornada do herói, a combater monstros e vilões que irrompem ao longo do
caminho, a luz da esperança permanecerá acesa. Na verdade, não é necessário ser
herói, apenas desejar ser o protagonista de sua própria história, apesar dos
medos e resistências naturais.
Nina e Lorena, do livro Terras dos Encantados, a Jornada do Círculo,
e Lícia, de A Herdeira das Estrelas,
encontram-se justamente diante desse dilema. Embora sejam apenas simples adolescentes
e desejem somente curtir sua liberdade, cabe-lhes cumprir uma missão essencial,
a de salvar seus mundos. A princípio, elas se recusam a desempenhar tal papel. Afinal,
querem apenas se divertir e encontrar seu príncipe encantado. Jamais pediram
para ser uma heroína.
Porém, num segundo
momento, percebem que nunca vão realizar seus sonhos, se seus universos forem
destruídos. Então, reúnem forças, especialmente o poder que emana do feminino, e
dão início a uma jornada transformadora. Elas lutam contra corporações
perversas, seres sombrios, máquinas letais, criadas por tiranos ambiciosos,
sedentos de poder.
Essas protagonistas e
seus amigos combatem até mesmo seus fantasmas interiores, pois também escondem feras
em suas almas. Enfim, os vilões não se ocultam apenas nas sombras do caminho,
mas também no interior de cada personagem. Para vencer sua jornada e salvar
seus mundos, Nina, Lorena e Lícia terão que aprender a controlar suas próprias
emoções.
Elas encontram a dor, a
perda, o medo, mas também se apaixonam, conquistam novos amigos, desenvolvem
poderes adormecidos, amadurecem, transformam-se. E, claro, preparam-se para
enfrentar novos inimigos, pois a liberdade é algo que se conquista a cada
instante.
São personagens muito
próximos de nós, pois o tempo no qual vivemos exige, muitas vezes, que mergulhemos
em nossa própria jornada, lutando contra as sombras que ameaçam nosso mundo. Como
diz a banda Imagine Dragons, na canção
Demons, “Quando os dias estão frios/ (...)/ E os santos que vemos/ São
todos feitos de ouro/ Quando todos os sonhos fracassam/ E aqueles que aclamamos/
São os piores de todos/ (...)/ Não há onde nos escondermos”.
Terras
dos Encantados – A Jornada do Círculo – Ana Santana
A
Herdeira das Estrelas – Ana Santana
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
E a Rainha finalmente chegou
Foi demais o lançamento do livro Rainha. A autora, Mari Scotti, esbanjou simpatia. E adorei os mimos que o Prosa Encantada recebeu. Louca para ler o livro. Aqui vão algumas fotos do evento. E o Prosa Encantada ainda ganhou uns mimos muito legais. Grata, Mari.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Semana da Rainha - Híbrida
Oi pessoal. Essa é a Semana da Rainha. Hoje vou falar um pouco do primeiro livro da série Neblina e Escuridão, Híbrida. Vamos lá.
Por toda
vida Ellene teve a sensação de ser diferente de seus irmãos e dos moradores de
sua vila, pois não adquiriu características de lobisomem como era esperado, e
afastava-se cada vez mais desta natureza. Com um espírito rebelde, resolve
desvendar o passado em busca de sua verdadeira origem.
O que não
planejava era entrar no meio de uma rixa entre vampiros, a raça que aprendeu a
temer e odiar desde menina. Para piorar, seus pesadelos voltaram: sonhos com um
homem misterioso de olhos ameaçadores, envolvido por uma densa neblina. Há
quase cem anos a rainha dos vampiros fora sequestrada e seu marido, Milosh,
desde então busca incessantemente encontrá-la.
O tempo é
escasso e as autoridades do Conselho desejam eleger um rei omisso e cruel em
seu lugar. Na tentativa de tardar a mudança, ele se une à maior inimiga da
rainha. Qualquer erro pode condená-lo à morte e subjugar seus iguais. Ellene e
Milosh mal sabem que o que buscam os colocará frente a frente, em uma trama de
intrigas, poder, amor e ódio.
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Semana Rainha
Está chegando a hora. A
autora Mari Scotti está contando os minutos para o lançamento do último livro
da série Neblina e Escuridão: Rainha.
A morte de um ente
querido pode desestruturar famílias e uma matilha. Ellene não sabe como superar
suas perdas, principalmente agora que não tem mais como recorrer a Milosh.
Encontrar a rainha dos vampiros era a sua missão, mas jamais imaginou se sentir
tão perdida em conhecer sua verdadeira origem.Os vampiros desconfiam que Elizabeth III não é quem diz ser, e, se ela
não provar sua real identidade, seu reinado padecerá. O reino dos vampiros está
ameaçado; os traidores, mais perto do que se imagina. Amigos não são aliados.
Então lhes resta lutar pelo trono e pelo futuro do reinado de Elizabeth. O livro está à
venda na Amazon. Neste mesmo site é possível
adquirir os outros livros da série: Híbrida e Guardião.
Não percam o lançamento, no próximo sábado, dia 11 de novembro, às 14h,
na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista. Será um evento e tanto; você
poderá até tirar fotos com o manto e a coroa da rainha.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Profissionalização do Contador de Histórias
O contador de histórias é uma figura ancestral. Sua origem remonta aos primórdios da Humanidade. Desde o início, ele teve um papel didático. Diante do desconhecido, era uma luz em meio às trevas. Através de suas histórias, transformava um universo misterioso em um mundo menos sombrio.
Ao
longo do tempo, as narrativas orais foram conferindo sentido à existência
humana, retratando, na jornada do herói, a própria trajetória do Homem. Desde os
bardos da Antiguidade greco-romana até o contador de histórias moderno, a maior
preocupação sempre foi educar. Tanto a criança, quanto o adulto.
Transmitir
histórias oralmente, em volta de uma fogueira, gravando as palavras na memória
dos ouvintes, improvisando de relato a relato, era um desafio. Nesta época, a
economia e a profissionalização eram realidades inexistentes.
Com
o passar do tempo e a invenção da escrita, o mundo se modificou. Surgiram o
Estado Moderno, a Revolução Industrial, o Mercantilismo, depois o Capitalismo.
Vieram as inovações tecnológicas. A educação grega, integral, do corpo e do
espírito, foi assumindo novas características, até culminar na extrema
especialização da era contemporânea.
Em
pleno século XXI, na época da realidade virtual, o contador de histórias também
passou por inúmeras mudanças. Na verdade, sua imagem ressurge, hoje, com toda
força. Ele está presente tanto em hospitais e organizações não-governamentais,
como voluntário, quanto no interior das escolas, sempre educando, como um
profissional.
Um
profissional que, muitas vezes, investiu em si mesmo, participando de cursos,
oficinas, até de cursos de pós-graduação voltados para este campo. Muitos contadores
de histórias estão, portanto, se habilitando, se aprimorando profissionalmente.
Atualmente,
esta ocupação começa a deixar as mãos de amadores para seguir rumo à profissionalização,
pois há uma demanda crescente por este profissional, principalmente nas
escolas.
Algumas
destas instituições, inclusive, reservam um espaço no currículo escolar para
este evento. Às vezes, até mesmo professores e bibliotecários são preparados
para exercerem esta tarefa no âmbito escolar. Muitos desses institutos
educacionais contam com salas de leitura, preparadas previamente para a narrativa
de histórias.
Neste
contexto, considero fundamental que o contador de histórias seja um
profissional regulamentado, desde que ele comprove sua habilitação, sua
formação nesta área. Isso não significa que se deva engessar uma figura
ancestral. Na minha opinião, todo aquele que desejar narrar uma história, seja
onde for, deve ter esse direito.
Não
se pode cair no extremismo de exigir um diploma ou um certificado para que o
narrador conte uma história. Porém, aquele que desejar adotar a contação de
histórias como uma profissão, e investir nessa carreira tempo e recursos
financeiros, precisa ser considerado um profissional, com todos os direitos e
obrigações.
Como
toda profissão regulamentada, deve-se pensar com cuidado nas regras, nos
requisitos, na formação necessária, entre outras exigências. Cabe aos
contadores de histórias profissionais se organizarem e produzirem esses
parâmetros.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Cinder & Ella
Este livro já é um clássico em minha história de leituras. É uma daquelas histórias injetadas na veia, gravada na alma. É dolorosa e divertida ao mesmo tempo. Impossível não sentir na pele as angústias, dores e dúvidas de Ella.
Confesso que num determinado ponto da trama tive vontade de pular as
páginas e correr até o fim, para ver se o final aliviaria minha própria
angústia. Tentava não sentir o desespero da protagonista, em vão. Em alguns
momentos tinha vontade de entrar nas páginas do livro, chacoalhar Ella, Cinder
ou os personagens que sentiam prazer em aumentar seu tormento.
Mas, vamos ao enredo. A trama deliberadamente remete à história de
Cinderela. Porém, não é uma versão do conto de fadas. Ella enfrenta obstáculos
mais graves e modernos que a gata borralheira, enquanto Cinder não é exatamente
um príncipe encantado; a madrasta não é perversa e as meias irmãs não são
propriamente as vilãs da história. Ou seja, nada é branco ou preto. Tudo é mais
complexo.
Ella é uma adolescente que apresenta uma beleza exótica, herdada do
sangue hispânico da mãe. Já foi até princesa na escola. Uma nerd obcecada por
livros e filmes de fantasia, ela criou um blog e, através dele, conheceu
Cinder. Os dois passaram a nutrir uma amizade virtual, todavia o garoto estava
determinado a passar para um novo estágio do relacionamento.
Mas, no dia em que completava 18 anos, a caminho de uma comemoração
que deveria ser inesquecível, justamente quando Ella conversava com Cinder pelo
celular, ela sofre um terrível acidente. A partir desse momento, sua vida vira
um pesadelo. Sua mãe, que estava na direção, perde a vida.
Ella sobrevive por um milagre, mas suas cicatrizes e sequelas nunca
mais lhe permitiriam ter uma vida normal. Sentindo-se quase como uma
morta-viva, ela chega a desejar a morte, principalmente quando é obrigada a
viver com o pai, que a abandonou quando ainda era uma menininha. Como se não
bastasse tudo isso, ainda é obrigada a suportar a nova família de seu pai, que
está longe de aceitar sua presença entre eles.
Para se libertar dessa prisão, Ella precisa provar que está física e
emocionalmente pronta para seguir em frente, mas ela não se sente fortalecida o
bastante. Sua única esperança é voltar a se conectar com Cinder, seu único e
melhor amigo. O que os une é a paixão pelos livros e pelo universo da fantasia.
Brian Oliver é um famoso ator de Hollywood, consagrado por seus filmes
para adolescentes. Mas, de um tempo para cá, ela se tornou também um garoto
problemático. Sua vida parece estar fora de controle e ele não consegue se
apaixonar por ninguém. Com o filme O Príncipe Druida, baseado no livro
preferido de Ella, ele tem a chance de se tornar um ator maduro.
Sua equipe de direção encontra, então, um meio de domá-lo, de mudar
sua imagem de bad boy. Sem rumo, sem nada que o motive, Brian acaba cedendo e
aceita encenar um noivado falso com Kaylee Summers, sua parceira no filme.
Porém, a jovem atriz, filha de um figurão de Hollywood, mimada e perversa, o
obriga a assumir um casamento de verdade.
No início, ele até pensa em seguir esse roteiro, mesmo contra sua
vontade, pois isso pode lhe render seu primeiro Oscar. Nesse momento, porém,
uma misteriosa garota de seu passado ressurge. Quando ele recebe seu email,
tudo vira de cabeça para baixo. E os elos da história se unem.
Não posso contar mais nada, sem correr o risco de cair no infame
spoiler. Vale a pena mergulhar nessa trama pungente, poética, divertida. Em uma
época onde as aparências parecem estar num pedestal, e o preconceito toma conta
da nossa sociedade, essa história é um soco no estômago.
Kelly Oram estreou na carreira literária aos 15 anos, com uma fan-fic
de sua banda preferida, Backstreet Boys. Fissurada em livros, fala em demasia e
adora sorvete. Ela mora nas redondezas de Phoenix, Arizona, com o marido, 4
filhos e seu gato, Sr. Darcy.
Editora: Pandorga
Autora: Kelly Oram
Origem: Nacional
Edição: 1ª
304 Páginas
Preço: R$ 20,90
Capa: Brochura
Formato: Médio
Assinar:
Postagens (Atom)

![Royal Destiny: Série Policial Detetive Alyrio Cobra por [Carvalho, Vera]](https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/51FTxEdYIxL.jpg)












