segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Royal Destiny - Vera Carvalho Assumpção




A consagrada escritora de romances policiais, Vera Carvalho Assumpção, abre o Projeto Novos Autores. Conheçam a autora que vem revolucionando o gênero com seu famoso detetive Alyrio Cobra. 


Royal Destiny: Série Policial Detetive Alyrio Cobra por [Carvalho, Vera]



Em ROYAL DESTINY, o detetive Alyrio Cobra está se preparando para uma viagem quando recebe uma ligação: o pedido desesperado de um médico em busca de solução para um caso. Marcelo deseja saber de uma vez por todas o que aconteceu com sua esposa, Leilah, que entrou em depressão após tentativa de socorro a um paciente, na periferia de São Paulo. Enquanto atendia o idoso, Leilah viu um bebê engatinhando em sua direção, segurando algo em suas mãos. Um osso humano! Imediatamente Leilah pede ajuda a um garoto e juntos tentam descobrir o local onde o osso fora encontrado.
Fascinado por História, especialmente a época da ditadura e dos presos políticos, George, vizinho de escritório de Alyrio e auxiliar nas investigações, pede ao Detetive que o deixe continuar com o caso. Detetive Alyrio Cobra tem poucos dias para averiguar o que de fato ocorreu com a médica. 
Antes de cruzar o oceano, ele terá que obter o máximo de informação a respeito, e é quando eles descobrem que a tia de Leilah, Otacília, guarda um diário secreto. 
George assume a investigação. Detetive Alyrio Cobra parte para Veneza, onde vai embarcar num cruzeiro pelo Adriático. Na hora do embarque, avista uma das passageiras jogando um pacote no mar. Em seguida, esta passageira revela um segredo.
Entre acompanhar pelo Skype a investigação que deixara no Brasil aos cuidados de George e as revelações de Clarisse, Alyrio segue a viagem fazendo o que mais gosta. Investigar. Como Alyrio vai resolver os dois casos é o que vamos ver em Royal Destiny, o fantástico navio que faz uma extravagante rota pelo mar Adriático.


Biografia




Vera Carvalho nasceu e viveu toda sua vida na cidade de São Paulo. A história paulistana sempre esteve presente em suas obras. Foi premiada em diversos concursos de contos, entre eles o concurso Guimarães Rosa da RFI, e um dos seus contos foi publicado na antologia Geração SubZero. 
Criou o detetive Alyrio Cobra, um paulistano que atua basicamente na cidade de São Paulo e protagoniza os livros Paisagens Noturnas, Rigor Da Forma, Peças Fragilizadas, Royal Destiny, Serpente Tatuada e Mandalas Translúcidas.
Em 2016, lançou pela Dragonfly Editora a novela Desafios, que foi posteriormente incorporada à antologia Criminal.
Neste mesmo ano esteve também presente na BAN - Buenos Aires Negra -, falando sobre Cocaína, a rainha das drogas e as investigações do detetive Alyrio Cobra.
Em 2017 foi finalista no concurso “Vendendo Sua Ideia na FLIP”.
Em 2017 recebeu igualmente o prêmio de reconhecimento da Globo Cine Brasil. “A Globo Cine Brasil reconhece o trabalho da Sra. Vera Carvalho Assumpção, escritora que semeia livros a mancheia. Criadora de um detetive genuinamente brasileiro.”
Em 2018 participou do PORTO ALEGRE NOIR, coordenando a mesa “Detetives de ficção: ontem e hoje”.

A coleção Alyrio Cobra começa a ser publicada pela Editora Estremoz. Paisagens Noturnas será relançado no final de 2018. No momento, prepara mais uma investigação de Alyrio Cobra.


Fanpage do Alyrio Cobra


        Site:


        Royal Destiny na Editora Astronauta:







terça-feira, 31 de julho de 2018

Corrente Literária do Bem

Nesses dias de crise e incertezas, nós, autores, devemos nos unir. Pensando nisso, decidi abrir as portas do Prosa Encantada para divulgar novos e antigos escritores. Quando iniciei minha jornada literária, a maior dificuldade foi encontrar espaço em meio a tantos lançamentos. Meus livros ficavam à deriva, meus personagens não chegavam aos leitores. 




Ainda hoje, os protagonistas de Terras dos Encantados e de A Herdeira das Estrelas enfrentam muitos obstáculos para cumprirem sua missão. Por essa razão, proponho aos que percorrem essa mesma travessia, aos apaixonados pela escrita, que mergulhem nessa corrente. Enviem suas sinopses, as capas de seus livros, os links essenciais e uma pequena biografia. 

As postagens serão semanais, sempre protagonizadas por um autor diferente. Assim, se enviarem material de mais de um livro, procurem indicar qual é prioridade, pois os demais terão que aguardar futura divulgação, para que todos os autores tenham a mesma oportunidade. Se vocês tiverem um blog e desejarem retribuir o marketing, serei muito grata. E meus personagens também.


Email para dúvidas e envio/ requisição de material: ninhalu5@gmail.com



quarta-feira, 2 de maio de 2018

A Era dos Heróis Humanizados


Nessa chamada era pós-moderna, não cabem mais heróis ancestrais da Mitologia Greco-Romana, nem os da fase antiga da DC Comics, como Batman e Superman, e da Marvel, como Quarteto Fantástico e as primeiras versões do Homem-Aranha.

Com o esvaziamento dos valores, o materialismo crescente e a grave crise moral que assola o Planeta, houve uma profunda mudança de crenças. O Homem perdeu-se de si mesmo, da sua própria identidade. Por outro lado, o ser humano é um sobrevivente; diante de impasses, ele sempre busca uma saída.

Assim, nessa travessia existencial, a humanidade inicia uma onda renovadora. Descobre, nesse ínterim, que sua natureza se compõe de luz e sombra. Nesse contexto, é difícil crer num super-herói infalível, sem qualquer vestígio de imperfeição. Esses heróis praticamente imortais chegavam a beirar a desumanidade, pois todo humano é imperfeito.

Hoje, as editoras de quadrinhos mais poderosas, como a DC Comics e a Marvel, investem em heróis cada vez mais humanizados e falíveis. Agora, é possível visualizar uma alma no interior de seus corpos musculosos ou ocultos sob armaduras tecnológicas potentes. Por exemplo, no filme Batman X Superman, é possível encontrar dois heróis profundamente humanos. Batman projeta sua própria sombra em seu antagonista, e vice-versa. Aqui, os dois justiceiros expõem suas faces controversas e sombrias.

Em Capitão América: Guerra Civil, há um enfrentamento dos personagens principais, Capitão América e O Homem de Ferro, desencadeando uma grave ruptura da parceria entre ambos, bem como da própria equipe, Os Vingadores. A partir desse momento, o governo e até parte da população passa a considerar os famosos heróis como uma ameaça ao Planeta.

Vejo no longa Vingadores: Guerra Infinita, o auge dessa tendência humanizadora. Os Guardiães da Galáxia são praticamente anti-heróis; Homem de Ferro e Capitão América continuam sem se falar; Bruce Banner está em crise com seu alter ego, o Hulk; mais que nunca, todos os heróis expõem sua vulnerabilidade. Suas feridas estão expostas.


O próprio vilão, Tanos, tem seu lado humano, e sua ação destrutiva é contextualizada. O público tem a oportunidade de senão aceitar, pelo menos entender suas razões. O Titã, que já apareceu em Guardiões da Galáxia, revela neste longa suas próprias fraquezas. O final, impactante, nos leva a refletir sobre o papel dos heróis no mundo contemporâneo.

Além disso, mesmo os aficionados mais materialistas, se é que alguém convictamente materialista é fã de personagens fantásticos, passam a questionar: para onde vão os heróis quando supostamente ‘morrem’ ou desaparecem?  Como o Superman, antes de ressuscitar em A Liga da Justiça?

No primeiro filme protagonizado pelo Homem Formiga, mencionou-se o Reino Quântico, uma outra dimensão, onde só se ingressa utilizando energia, um transporte místico ou por meio da Partícula Pym, através da qual o protagonista encolhe. O Doutor Estranho, também presente no recente Vingadores, também já esteve neste universo alternativo, pois tem o dom de viajar entre os vários mundos.

Essa dimensão e a noção de Multiverso serão significativas em Vingadores 4. De repente, pode ser uma forma de explicar onde foram parar os personagens que ‘desmaterializaram’ no final de Guerra Infinita. Aqui compartilho da mesma opinião de Vitória Pratini, em seu artigo postado no site Adoro Cinema. Essas dimensões e universos alternativos seriam uma espécie de “Mundo das Almas”. Não é incrível pensar que, agora, os super-heróis são, na verdade, super-humanos, dotados de uma alma capaz de viajar para outras dimensões?

Seguindo essa esteira, nos meus livros Terras dos Encantados: A Jornada do Círculo e A Herdeira das Estrelas, suas protagonistas, Nina, Lorena e Lícia não são heroínas infalíveis, robóticas. Pelo contrário. São “espíritos livres, demasiadamente humanos”, como diz Nietzsche. Elas percorrem uma árdua jornada, tentando salvar mundos à beira da destruição.


As personagens vivenciam conflitos e dilemas internos, enfrentam seus próprios demônios, mergulham em suas faces mais sombrias e também expõem suas fragilidades. Mesmo assim, seguem adiante, combatendo as sombras presentes em si mesmas e nas dimensões que percorrem, enquanto tentam curar as feridas da alma.

Como em Vingadores: Guerra Infinita, minhas protagonistas defrontam-se igualmente com seus passados obscuros, enfrentando fantasmas que teimam em voltar para assombrá-las. Nesse mundo caótico e confuso em que vivemos, ante tramas com finais impactantes e suspensos, resta-nos reescrever nossa própria história.  

Referência:


Pratini, Vitória. “O que vem por aí depois de Vingadores: Guerra Infinita? ” in http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-139637/



quarta-feira, 18 de abril de 2018

Jornada Transformadora



 Vivemos dias conturbados. A noite dos tempos se abate sobre nosso Planeta. Guerras com armas químicas despontam aqui e ali, ameaças nucleares partem de déspotas insanos, políticos corruptos e empresários inescrupulosos aliam-se na busca de lucros e benefícios desmedidos, milícias armam-se e travam combates ferrenhos contra defensores da vida. Refugiados enfrentam a morte, tentando sobreviver e conquistar uma vida digna. A Ciência cria robôs mais humanos que o próprio Homem, enquanto a sociedade se robotiza cada vez mais.

Mas as trevas são apenas a ausência da luz. Portanto, enquanto houver criaturas dispostas a percorrer a jornada do herói, a combater monstros e vilões que irrompem ao longo do caminho, a luz da esperança permanecerá acesa. Na verdade, não é necessário ser herói, apenas desejar ser o protagonista de sua própria história, apesar dos medos e resistências naturais.



Nina e Lorena, do livro Terras dos Encantados, a Jornada do Círculo, e Lícia, de A Herdeira das Estrelas, encontram-se justamente diante desse dilema. Embora sejam apenas simples adolescentes e desejem somente curtir sua liberdade, cabe-lhes cumprir uma missão essencial, a de salvar seus mundos. A princípio, elas se recusam a desempenhar tal papel. Afinal, querem apenas se divertir e encontrar seu príncipe encantado. Jamais pediram para ser uma heroína.
Porém, num segundo momento, percebem que nunca vão realizar seus sonhos, se seus universos forem destruídos. Então, reúnem forças, especialmente o poder que emana do feminino, e dão início a uma jornada transformadora. Elas lutam contra corporações perversas, seres sombrios, máquinas letais, criadas por tiranos ambiciosos, sedentos de poder.
Essas protagonistas e seus amigos combatem até mesmo seus fantasmas interiores, pois também escondem feras em suas almas. Enfim, os vilões não se ocultam apenas nas sombras do caminho, mas também no interior de cada personagem. Para vencer sua jornada e salvar seus mundos, Nina, Lorena e Lícia terão que aprender a controlar suas próprias emoções.


Elas encontram a dor, a perda, o medo, mas também se apaixonam, conquistam novos amigos, desenvolvem poderes adormecidos, amadurecem, transformam-se. E, claro, preparam-se para enfrentar novos inimigos, pois a liberdade é algo que se conquista a cada instante.
São personagens muito próximos de nós, pois o tempo no qual vivemos exige, muitas vezes, que mergulhemos em nossa própria jornada, lutando contra as sombras que ameaçam nosso mundo. Como diz a banda Imagine Dragons, na canção Demons, “Quando os dias estão frios/ (...)/ E os santos que vemos/ São todos feitos de ouro/ Quando todos os sonhos fracassam/ E aqueles que aclamamos/ São os piores de todos/ (...)/ Não há onde nos escondermos”.


Terras dos Encantados – A Jornada do Círculo – Ana Santana

A Herdeira das Estrelas – Ana Santana



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

E a Rainha finalmente chegou


Foi demais o lançamento do livro Rainha. A autora, Mari Scotti, esbanjou simpatia. E adorei os mimos que o Prosa Encantada recebeu. Louca para ler o livro. Aqui vão algumas fotos do evento. E o Prosa Encantada ainda ganhou uns mimos muito legais. Grata, Mari.







sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Semana da Rainha - Híbrida

Oi pessoal. Essa é a Semana da Rainha. Hoje vou falar um pouco do primeiro livro da série Neblina e Escuridão, Híbrida. Vamos lá.





Por toda vida Ellene teve a sensação de ser diferente de seus irmãos e dos moradores de sua vila, pois não adquiriu características de lobisomem como era esperado, e afastava-se cada vez mais desta natureza. Com um espírito rebelde, resolve desvendar o passado em busca de sua verdadeira origem.
O que não planejava era entrar no meio de uma rixa entre vampiros, a raça que aprendeu a temer e odiar desde menina. Para piorar, seus pesadelos voltaram: sonhos com um homem misterioso de olhos ameaçadores, envolvido por uma densa neblina. Há quase cem anos a rainha dos vampiros fora sequestrada e seu marido, Milosh, desde então busca incessantemente encontrá-la.
O tempo é escasso e as autoridades do Conselho desejam eleger um rei omisso e cruel em seu lugar. Na tentativa de tardar a mudança, ele se une à maior inimiga da rainha. Qualquer erro pode condená-lo à morte e subjugar seus iguais. Ellene e Milosh mal sabem que o que buscam os colocará frente a frente, em uma trama de intrigas, poder, amor e ódio.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Semana Rainha


Está chegando a hora. A autora Mari Scotti está contando os minutos para o lançamento do último livro da série Neblina e Escuridão: Rainha.


A morte de um ente querido pode desestruturar famílias e uma matilha. Ellene não sabe como superar suas perdas, principalmente agora que não tem mais como recorrer a Milosh. Encontrar a rainha dos vampiros era a sua missão, mas jamais imaginou se sentir tão perdida em conhecer sua verdadeira origem.Os vampiros desconfiam que Elizabeth III não é quem diz ser, e, se ela não provar sua real identidade, seu reinado padecerá. O reino dos vampiros está ameaçado; os traidores, mais perto do que se imagina. Amigos não são aliados. Então lhes resta lutar pelo trono e pelo futuro do reinado de Elizabeth. O livro está à venda na Amazon. Neste mesmo site é possível adquirir os outros livros da série: Híbrida e Guardião.
 Não percam o lançamento, no próximo sábado, dia 11 de novembro, às 14h, na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista. Será um evento e tanto; você poderá até tirar fotos com o manto e a coroa da rainha.

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Profissionalização do Contador de Histórias


O contador de histórias é uma figura ancestral. Sua origem remonta aos primórdios da Humanidade. Desde o início, ele teve um papel didático. Diante do desconhecido, era uma luz em meio às trevas. Através de suas histórias, transformava um universo misterioso em um mundo menos sombrio.

Ao longo do tempo, as narrativas orais foram conferindo sentido à existência humana, retratando, na jornada do herói, a própria trajetória do Homem. Desde os bardos da Antiguidade greco-romana até o contador de histórias moderno, a maior preocupação sempre foi educar. Tanto a criança, quanto o adulto.
Transmitir histórias oralmente, em volta de uma fogueira, gravando as palavras na memória dos ouvintes, improvisando de relato a relato, era um desafio. Nesta época, a economia e a profissionalização eram realidades inexistentes.
Com o passar do tempo e a invenção da escrita, o mundo se modificou. Surgiram o Estado Moderno, a Revolução Industrial, o Mercantilismo, depois o Capitalismo. Vieram as inovações tecnológicas. A educação grega, integral, do corpo e do espírito, foi assumindo novas características, até culminar na extrema especialização da era contemporânea.
Em pleno século XXI, na época da realidade virtual, o contador de histórias também passou por inúmeras mudanças. Na verdade, sua imagem ressurge, hoje, com toda força. Ele está presente tanto em hospitais e organizações não-governamentais, como voluntário, quanto no interior das escolas, sempre educando, como um profissional.
Um profissional que, muitas vezes, investiu em si mesmo, participando de cursos, oficinas, até de cursos de pós-graduação voltados para este campo. Muitos contadores de histórias estão, portanto, se habilitando, se aprimorando profissionalmente.


Atualmente, esta ocupação começa a deixar as mãos de amadores para seguir rumo à profissionalização, pois há uma demanda crescente por este profissional, principalmente nas escolas.
Algumas destas instituições, inclusive, reservam um espaço no currículo escolar para este evento. Às vezes, até mesmo professores e bibliotecários são preparados para exercerem esta tarefa no âmbito escolar. Muitos desses institutos educacionais contam com salas de leitura, preparadas previamente para a narrativa de histórias.
Neste contexto, considero fundamental que o contador de histórias seja um profissional regulamentado, desde que ele comprove sua habilitação, sua formação nesta área. Isso não significa que se deva engessar uma figura ancestral. Na minha opinião, todo aquele que desejar narrar uma história, seja onde for, deve ter esse direito.
Não se pode cair no extremismo de exigir um diploma ou um certificado para que o narrador conte uma história. Porém, aquele que desejar adotar a contação de histórias como uma profissão, e investir nessa carreira tempo e recursos financeiros, precisa ser considerado um profissional, com todos os direitos e obrigações.

Como toda profissão regulamentada, deve-se pensar com cuidado nas regras, nos requisitos, na formação necessária, entre outras exigências. Cabe aos contadores de histórias profissionais se organizarem e produzirem esses parâmetros. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Cinder & Ella



Este livro já é um clássico em minha história de leituras. É uma daquelas histórias injetadas na veia, gravada na alma. É dolorosa e divertida ao mesmo tempo. Impossível não sentir na pele as angústias, dores e dúvidas de Ella.


Confesso que num determinado ponto da trama tive vontade de pular as páginas e correr até o fim, para ver se o final aliviaria minha própria angústia. Tentava não sentir o desespero da protagonista, em vão. Em alguns momentos tinha vontade de entrar nas páginas do livro, chacoalhar Ella, Cinder ou os personagens que sentiam prazer em aumentar seu tormento.

Mas, vamos ao enredo. A trama deliberadamente remete à história de Cinderela. Porém, não é uma versão do conto de fadas. Ella enfrenta obstáculos mais graves e modernos que a gata borralheira, enquanto Cinder não é exatamente um príncipe encantado; a madrasta não é perversa e as meias irmãs não são propriamente as vilãs da história. Ou seja, nada é branco ou preto. Tudo é mais complexo.

Ella é uma adolescente que apresenta uma beleza exótica, herdada do sangue hispânico da mãe. Já foi até princesa na escola. Uma nerd obcecada por livros e filmes de fantasia, ela criou um blog e, através dele, conheceu Cinder. Os dois passaram a nutrir uma amizade virtual, todavia o garoto estava determinado a passar para um novo estágio do relacionamento.

Mas, no dia em que completava 18 anos, a caminho de uma comemoração que deveria ser inesquecível, justamente quando Ella conversava com Cinder pelo celular, ela sofre um terrível acidente. A partir desse momento, sua vida vira um pesadelo. Sua mãe, que estava na direção, perde a vida.

Ella sobrevive por um milagre, mas suas cicatrizes e sequelas nunca mais lhe permitiriam ter uma vida normal. Sentindo-se quase como uma morta-viva, ela chega a desejar a morte, principalmente quando é obrigada a viver com o pai, que a abandonou quando ainda era uma menininha. Como se não bastasse tudo isso, ainda é obrigada a suportar a nova família de seu pai, que está longe de aceitar sua presença entre eles.



Para se libertar dessa prisão, Ella precisa provar que está física e emocionalmente pronta para seguir em frente, mas ela não se sente fortalecida o bastante. Sua única esperança é voltar a se conectar com Cinder, seu único e melhor amigo. O que os une é a paixão pelos livros e pelo universo da fantasia.

Brian Oliver é um famoso ator de Hollywood, consagrado por seus filmes para adolescentes. Mas, de um tempo para cá, ela se tornou também um garoto problemático. Sua vida parece estar fora de controle e ele não consegue se apaixonar por ninguém. Com o filme O Príncipe Druida, baseado no livro preferido de Ella, ele tem a chance de se tornar um ator maduro.

Sua equipe de direção encontra, então, um meio de domá-lo, de mudar sua imagem de bad boy. Sem rumo, sem nada que o motive, Brian acaba cedendo e aceita encenar um noivado falso com Kaylee Summers, sua parceira no filme. Porém, a jovem atriz, filha de um figurão de Hollywood, mimada e perversa, o obriga a assumir um casamento de verdade.

No início, ele até pensa em seguir esse roteiro, mesmo contra sua vontade, pois isso pode lhe render seu primeiro Oscar. Nesse momento, porém, uma misteriosa garota de seu passado ressurge. Quando ele recebe seu email, tudo vira de cabeça para baixo. E os elos da história se unem.

Não posso contar mais nada, sem correr o risco de cair no infame spoiler. Vale a pena mergulhar nessa trama pungente, poética, divertida. Em uma época onde as aparências parecem estar num pedestal, e o preconceito toma conta da nossa sociedade, essa história é um soco no estômago.

Kelly Oram estreou na carreira literária aos 15 anos, com uma fan-fic de sua banda preferida, Backstreet Boys. Fissurada em livros, fala em demasia e adora sorvete. Ela mora nas redondezas de Phoenix, Arizona, com o marido, 4 filhos e seu gato, Sr. Darcy.


Editora: Pandorga
Autora: Kelly Oram
Origem: Nacional
Edição: 1ª
304 Páginas
Preço: R$ 20,90
Capa: Brochura
Formato: Médio




segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Crônicas de Amor e Ódio – Vol. 1 – The Kiss of Deception

Nunca me vi sem palavras para falar sobre um livro, e raras obras mexeram tanto com minhas emoções. Essa história, repleta de poesia e magia, virou meu mundo de cabeça para baixo. Lia e relia os parágrafos e adiava o virar das páginas, pois não queria chegar ao final, embora ansiasse por conhecer seu desfecho.





Mesmo assim, percorri suas 409 páginas em um piscar de olhos. E, quando alcancei as linhas finais, queria recomeçar a leitura. É o tipo da história que eu desejaria contar em voz alta, ao redor de uma fogueira, compartilhar suas curvas, nuances, surpresas, pois a autora gerou uma trama tão intensa que não poderia caber em um só coração.

Eu ri, chorei, roí as unhas, me emocionei e, no meio da história, meu queixo caiu. Geralmente eu adivinho o que vai acontecer nos livros, filmes, séries e novelas. Chega até a ser chato. Mas não em Crônicas de Amor e Ódio.

Quando achei que tinha encontrado o fio da história e que a travessia seria tranquila, uau! A trama dá tamanha guinada que cheguei a ficar atordoada. Descubro, de repente, que nada, nem ninguém, é o que parece ser e, a partir daí, uma nova jornada se inicia.

Desde o início o leitor sabe que não está diante de um conto de fadas, embora a protagonista seja uma princesa. Mas de forma alguma Lia se comporta como alguém da realeza. Destinada pela família a se casar com um príncipe que jamais teve a oportunidade de conhecer, ela se revolta e, seguindo os impulsos de sua natureza rebelde, foge poucas horas antes da cerimônia.

Lia leva consigo apenas o sonho de conhecer uma terra nova, onde ela seja apenas uma simples garota de 17 anos, e não a Primeira Filha da Casa de Morrrighan, fadada a selar a paz entre dois reinos. A jovem acredita não ter o Dom, algo que se exigia das Primeiras Filhas. Porém, na verdade, ela descobre, ao longo de sua jornada, que jamais soube o que era realmente o Dom.



Morrighan era uma jovem líder dos Remanescentes, aquela que os guiou para uma espécie de terra prometida após a quase destruição de seu mundo. Ela deu início a gerações de sucessoras, mulheres que supostamente deveriam ter o mesmo Dom da ancestral de Lia.

É a esse universo sobrecarregado de tradições que Lia deveria pertencer, mas a princesa acredita não se encaixar neste contexto. Algo em si a leva a rejeitar sua missão, mas ao partir na companhia de Pauline, sua dama de companhia e melhor amiga, ela leva também, quase sem querer, dois obscuros livros, escritos em um idioma estranho.

A princípio, parecia apenas um ato de vingança contra o Erudito, um dos membros do Conselho do Rei, que não ocultava seu ódio pela princesa. Mas, à medida que vai decifrando sua mensagem, originária de terras distantes, do Reino de Venda, berço de povos bárbaros, Lia começa a compreender um pouco melhor as tradições e qual o seu verdadeiro papel nessa história.

Porém, enquanto busca a si mesma e crê estar realizando seus sonhos em Terravin, ela não imagina que o Príncipe de Dalbreck, intrigado com sua decisão inesperada, decidiu seguir seus passos e tentar entender quem era aquela garota que ousava abandoná-lo no momento do casamento.

Enquanto isso, nem Lia, nem o Príncipe, sequer suspeitam de que um temerário assassino também foi enviado por Venda para encontrar a princesa. E nenhum dos três, ao traçar seus planos, poderia contar com a interferência das armadilhas do coração em seus caminhos.

Embora os personagens masculinos sejam fascinantes e sedutores, a força feminina prepondera nos meandros desta história. Não só a de Lia, mas a de suas ancestrais - Morrighan, Gaudrel, Venda – e também a de suas companheiras de jornada. O leitor logo percebe que a fragilidade de Pauline é mera ilusão e outras guerreiras cruzarão igualmente os caminhos da protagonista, surpreendendo por sua força e determinação.

É através dos relatos ancestrais que o leitor conhece o passado dos povos de Morrighan, Dalbreck e Venda. A autora intercala a trama com trechos de Os Últimos Testemunhos de Gaudrel, o Livro dos Textos Sagrados de Morrighan e A Canção de Venda. Aliás, Mary Pearson vai além; um pouco como Tolkien, de O Senhor dos Anéis, ela cria o idioma de Venda, algo que realmente me impressionou. A trama principal, por sua vez, é narrada sob três pontos de vista, o de Lia, o do Príncipe e o do Assassino, o que é fantástico, pois nos permite saber o que se passa no interior de cada um deles.

O trabalho da editora dá o toque final nesta obra genial. A edição em capa dura, que traduz com perfeição a atmosfera da história; a diagramação; o mapa do universo fantástico estruturado pela autora, e outras pequenas surpresas, revelam o trabalho impecável da Dark Side Books.




Mary E. Pearson é uma premiada autora que vive no sul da Califórnia. Ela já é reconhecida por seus sete livros destinados ao público juvenil — entre eles a série The Jenna Fox Chronicles -, e é graduada em artes pela Long Beach State University, além de ser mestre pela San Diego State University.

Apaixonada pela missão de ser mãe, ela ama caminhar, cozinhar e viajar por lugares desconhecidos. Hoje Mary escreve em tempo integral e reside em San Diego, ao lado de seu marido e de seus dois cachorros. 

Ah! Em tempo! O segundo volume, The Heart of Betrayal, será lançado no final de outubro. E já está em pré-venda.


Editora: Dark Side Books
Autora: Mary E. Pearson
Origem: Nacional
Edição: 1ª
409 Páginas
Preço: R$ 30,70
Capa: Brochura
Formato: Médio